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Governo afirma que casos de sarampo cresceram 18% desde junho


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Doença erradicada voltou ao Brasil e já fez vítimas fatais em São Paulo

Há pouco mais de três anos, o Brasil comemorava o fato de ter erradicado de seu território o vírus do sarampo. À época, o país foi agraciado com um certificado entregue pela Organização Pan-América de Saúde (OPAS), que declarava a região das Américas a primeira zona livre da doença em todo o mundo. A vacinação constante e o bom acompanhamento da SaúdeLogo geraram resultados positivos.

Sarampo

A situação em 2019, no entanto, é totalmente diferente. O Brasil registrou nos últimos três 2.753 casos confirmados de sarampo em 13 estados brasileiros. O aumento de 18% em relação ao boletim divulgado em agosto se deve a confirmação clínica de casos que estavam em investigação anteriormente. Segundo Eduardo Medeiros, infectologista do Hospital São Paulo e membro da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), “o maior perigo é o retorno de doenças que a transmissão já estava eliminada no Brasil, como o sarampo, poliomielite e rubéola.”

O perigo, ao que tudo indica, tem se confirmado. Segundo o Ministério da Saúde, entre os dias 9 de junho a 31 de agosto, o país notificou 20.292 casos, sendo 15.430 em investigação e 2.109 descartados.

O que causa o Sarampo

O sarampo é uma doença causada por um vírus, transmitido pela tosse, fala ou espirro. A facilidade do contágio é um dos motivos para sua rápida disseminação na sociedade brasileira. Além disso, a doença em sintomas similares ao de enfermidades respiratórias: febre com tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso.

O sarampo foi erradicado do Brasil por apresentar boas taxas de vacinação e registrar gerações inteiras de famílias sem o contato com a doença em muitos pontos do país. Mesmo assim o vírus se manteve firme e aproveitou a queda na taxa de imunização. Segundo reportagem do site El País, o vírus que chegou à região Norte do Brasil no ano passado tinha as mesmas características daquele que circulava pela Venezuela desde julho de 2017.

O que fazer

Neste momento, é importante que a população tome as vacinas necessárias e consulte fontes corretas para coletar informações sobre o sarampo. Segundo a hepatologista do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo Euryclides de Jesus Zerbini – unidade da Secretaria de Estado da Saúde gerenciada em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) Carolina Pimentel, a melhor forma de prevenir é a informação e o diálogo. “Os pacientes e profissionais da saúde devem conversar. O médico tem que informar quais vacinas eles podem e devem tomar enquanto estiverem nessa condição de imunossupressão”, ressalta.

Para Eduardo Medeiros, grupos antivacina têm influência no surto de sarampo. “Infelizmente grupos antivacina estão crescendo pelo mundo e, irresponsavelmente, geram insegurança nos pais, que passam a não querer vacinar seus filhos, aumentando o perigo de um surto de uma doença que poderia ser totalmente evitada. Os pais ou responsáveis também podem e devem se informar com o pediatra ou na própria Unidade Básica de Saúde para se sentirem mais tranquilos ao administrar a vacina em seus filhos”, analisa.

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