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São Paulo (SP), segunda-feira, 15 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Dois funcionários da Sabesp foram demitidos e outros sete foram suspensos por provocarem vazamento de gás na rua Dr. Teodoro Baima, no dia 4 de junho. Segundo a concessionária responsável pelo fornecimento de água, o motivo da punição foi o não seguimento do protocolo de segurança devido.
Três dias antes do acidente, a Sabesp havia anunciado esse protocolo de segurança, justamente para evitar esse tipo de ocorrência. No dia 11 de maio, uma ação semelhante gerou explosão no bairro do Jaguaré, que deixou dois mortos e dezenas de feridos e desabrigados. Inclusive, as duas companhias tiveram que desembolsar grandes quantidades em dinheiro para ressarcir as vítimas e também os seu familiares.
Ao menos no caso do dia 4, na região do Teatro Arena, na República, não teve conseqüências graves. No entanto, ampliou as críticas populares à empresa, que durante muitos anos era estatal e, desde 2024, passou a ser privada e continuou prestando serviço na capital paulista.
Sabesp anuncia nova diretoria de segurança
Além dos dois demitidos e dos sete funcionários suspensos, a Sabesp também anunciou a formação de uma nova diretoria de segurança. Agora, esse grupo será o responsável principal pelo acompanhamento de obras em todo o estado de São Paulo.
No dia 4 de junho, um dos principais problemas aconteceu pelo uso de uma retroescavadeira para remover asfalto na via. Entretanto, bem abaixo, havia uma tubulação de gás da Comgás, que foi danificada.
Imediatamente, houve vazamento de gás e com muita pressão. Consequentemente, fez com que os prédios, inclusive residenciais, fossem evacuados de forma urgente naquele dia, deixando muita gente fora de casa.
Ao menos, não houve a explosão, mas gerou susto e interditou a via. Além disso, causou transtornos no trânsito da região e fez com que a privatização da empresa de saneamento básico ficasse, mais uma vez, em xeque, além de criar embates políticos.
Empresas devem agir em conjunto
No vazamento de gás na obra da República, os funcionários da Sabesp atuavam sem apoio da Comgás. Contudo, neste tipo de obra, segundo a própria concessionária, é necessário consultar a companhia de gás.
Isso é importante para saber exatamente onde estão as tubulações subterrâneas. E, naquele dia, ainda havia as marcações mostrando o local das tubulações. Ainda assim, a operação realizada pela Sabesp não respeitou essa medida e continuou o serviço normalmente, o que culminou com o vazamento.
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