São Paulo (SP), terça-feira, 4 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), seguiu a mesma linha de pensamento do governador Tarcisio de Freitas (Republicanos) na tarde desta terça-feira (4) e detonou a greve dos metroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Com a paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, o trânsito na capital paulista rapidamente se tornou um caos.
O motivo da paralisação é que o Sindicato dos Metroviários reivindica estabilidade para os funcionários que eram da CPTM e agora passam para a Trivia Trens, que ficará responsável por essas três linhas após concessão. No entanto, o prefeito Ricardo Nunes entende que essa paralisação tem motivação política.
Isso porque, no início da campanha eleitoral, o governador Tarcisio de Freitas é candidato à reeleição. Do outro lado, está Fernando Haddad (PT), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ricardo Nunes vê mensagem ‘político-partidária’
Nesta tarde, em meio ao caos do transporte em São Paulo, Ricardo Nunes não economizou nas críticas. Segundo ele, há uma mensagem político-partidária nesta paralisação. “Por conta da questão da eleição do governador Tarcísio de Freitas e do candidato deles, o Fernando Haddad”, afirmou o emedebista.
Depois, também levou o discurso para o prejuízo da população que depende do transporte público para trabalhar e estudar. “Tenho a impressão que o objetivo deles eles já alcançaram. Acho que chegou na hora já de parar de prejudicar a população”, disse.
Inclusive, o prefeito entende que essa ação do sindicato e dos opositores poderá até ter um efeito reverso contra quem considera como adversários políticos. “A gente tem percebido, eu conversei com muitas pessoas já hoje, as pessoas perceberam que é uma ação política e, portanto, isso na verdade vai ter um efeito contrário no objetivo deles”, afirmou o prefeito da capital paulista, que está alinhado com o governo do estado.
Prefeitura suspende rodízio de veículos
Por conta da greve que começou nesta madrugada, a gestão de Ricardo Nunes teve que adotar medidas de contingência, assim como o governo do estado. No caso da prefeitura, houve a suspensão do rodízio de veículos para gerar mais alternativas aos trabalhadores.
Por sua vez, o governo estadual liberou 128 ônibus gratuitos do Paes (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência). Eles atendem os passageiros nas estações Estudantes e Corinthians-Itaquera, da Linha 11, São Miguel Paulista e Calmon Viana, da Linha 12, e Aeroporto de Guarulhos e Engenheiro Goulart, da Linha 13.
Por fim, o prefeito Ricardo Nunes e o governador Tarcisio de Freitas esperam por novos embates políticos nas próximas semanas. Principalmente em contestação às privatizações de alguns serviços, como os de trem, que vêm sendo alvo de reclamações dos usuários no dia a dia.
