São Paulo (SP), quinta-feira, 25 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A operação das linhas de ônibus feitas pela viação Transunião continuará normalmente em São Paulo, segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A afirmação veio após a Operação Última Parada, realizada na manhã desta sexta-feira (25), que mira esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) no transporte público.
Inclusive, um vereador do PT, Senival Moura, foi preso acusado de ser o ‘dono oculto’ da empresa de transporte. Apesar da gravidade, Ricardo Nunes garantiu que o serviço continua para que a população não fique sem transporte.
No entanto, o próximo passo do prefeito é tentar uma intervenção na empresa de ônibus. Mas, ele ainda aguarda as decisões seguintes do juiz que conduziu a operação nesta quinta-feira.
Ricardo Nunes diz acompanhar desdobramento
O prefeito Ricardo Nunes ainda afirmou nesta quinta que aguarda o desdobramento do caso para saber o que realmente será feito nos próximos dias. Depois, também disse que, há dois anos, rompeu contrato de duas empresas de transporte público por suposta relação com o crime.
Gostaria de lembrar que assinei dois decretos em 2024 para romper contratos com uma empresa de ônibus que teria relação com o crime organizado. Nossa gestão mantém o compromisso de oferecer o melhor serviço para os 7 milhões de passageiros diariamente na cidade. As medidas cabíveis em relação à empresa Transunião serão tomadas assim que a administração for notificada pelos órgãos competentes
Antes da Transunião, a UPBus e a Transwolff já tinham sido alvo de outra operação, batizada de ‘Operação Fim da Linha’. No caso, também atuavam em prol da facção criminosa, criada nos presídios paulistas.
Essas duas empresas em 2024 foram substituídas pelas concessionárias Sancetur e Alfa RodoBus. E seguem em operação até hoje.
Polícia e MPSP fazem a operação
Essa operação contra a Transunião aconteceu após ação da Polícia Civil a pedido do MPSP (Ministério Público de São Paulo) para investigar o esquema de lavagem de dinheiro. Agora, a gestão do prefeito Ricardo Nunes acompanha de perto a ação para pensar nos próximos passos.
Inclusive, a SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte) e a SPTrans esperam a notificação oficial da Justiça. Em seguida, irão começar a tomar as providências necessárias.
Por fim, Jair Ramos de Freitas “Cachorrão”, diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento “Sapo”: motorista e homem de confiança do vereador, também foram presos na operação desta quinta-feira.
Mas, o prefeito Ricardo Nunes, nos próximos dias, terá mais um problema para resolver no já contestado transporte público de São Paulo. E o vereador preso nesta quinta é de oposição ao atual governo. A defesa dele ainda não se manifestou sobre a prisão.
