Os Senadores estão trabalhando para tentar derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro, (Sem partido), sobre a PL de expansão do auxílio emergencial para outras categorias. Os profissionais excluídos foram: entregadores, motoristas de aplicativos, manicures, entre outros..

 

Principalmente os senadores da oposição, usaram as redes sociais e se manifestaram contra a decisão do presidente Jair Bolsonaro, de vetar algumas categorias. Além disso, o presidente também vetou benefício sobrado para pais solteiros, assim como mães solteiras recebem R$ 1.200,00.

 

O senador Randolfe Rodrigues,( Rede-AP), lamentou a decisão do presidente Jair Bolsonaro, e afirmou que o presidente “lava as suas mãos em uma bacia de sangue”, e ainda questionou quantos sofrerão, além da crise, com a falta de recursos e a fome, durante a pandemia.

 

Randolfe salientou que além de vetar a inclusão de categorias, também vetou que pessoas  recebem o Bolsa Família, acumularem mais de um benefício. Além disso ,a oposição ainda pede ao Senado Federal celeridade na deliberação da PL  873/2020. Esta é a PL que trata da expansão do benefício, às demais categorias, incluindo pais solteiros que sejam chefes de família.

 

“É urgente que o Congresso delibere os vetos ao PL 873, que estende a outras categorias o auxílio emergencial de R$ 600. Milhões dependem desse recurso para satisfazer as necessidades mais básicas e enfrentar a pandemia da COVID-19”, afirmou o senador Paulo Paim, presidente da Comissão de Direitos Humanos.

 

A base governista na possibilidade do veto

 

Entretanto, embora a oposição em sua maioria, tenha se manifestado contra a decisão do presidente Jair Bolsonaro de excluir categorias e impedir o acúmulo de auxílios, por quem é beneficiário do Bolsa Família, alguns senadores da base governista justificaram a decisão do presidente.

 

O senador Chico Rodrigues, (DEM-RO), afirmou que o presidente vetou a inclusão de novas categorias pois na proposta, não estava inserida a fonte dos recursos, além de, segundo o senador, algumas profissões seriam privilegiadas em detrimento de outras.

 

Entretanto, o veto presidencial não é a palavra final sobre o texto. O Congresso Nacional tem a possibilidade de derrubar o veto presidencial, uma vez que o veto não representa a última decisão. 

 

Os parlamentares do Congresso Nacional tem 30 dias, a partir da protocolização da mensagem de veto presidencial, na secretaria legislativa. A oposição não desistiu da proposta de ampliação do auxílio, principalmente porque, a oposição não considera a matéria contrária ao interesse público. 

 

Por esta razão, a oposição quer urgência na deliberação, pela casa legislativa. Não por faltar prazo, mas sim, visando a necessidade de ampliar o socorro ao maior número de trabalhadores brasileiros. Boa parte da população, por ter sido aprovado para receber o auxílio governamental, já está se arriscando e voltado ao trabalho, por conta própria.

 

Esta decisão rompe com o isolamento social, como quero presidente Jair Bolsonaro, que se mostrou contrário à decisão, desde o início. Porém, embora seja prejudicial à economia, é ainda mais perigoso para a população, principalmente pela alta exposição ao vírus. Só hoje, o Brasil tem um número alarmante de 485 novos óbitos, em dados oficiais. 

 

A derrubada do veto é uma “faca de dois gumes”. Por um lado, se aprovada, beneficia e muito a população. Por outro, fragiliza ainda mais a tão explosiva relação entre Jair Bolsonaro e o Legislativo nacional. Entretanto, com a popularidade em queda, o presidente precisa repensar sua postura para conseguir, novamente, melhorar a sua imagem, frente a população, se de fato, desejar a reeleição, como mais uma vez deixou claro!

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