Em declaração feita na segunda-feira, 24, o prefeito do município de Cajazeiras/Paraíba, pediu a população e a todos os políticos da região que se unam no combate contra o novo coronavírus, que nas palavras do prefeito está “causando muita tristeza e desalento as famílias”.

 

 Esta declaração do prefeito foi realizada em razão de algumas atitudes que o próprio  prefeito, conhecido como Zé Aldemir, classificou de “politiqueiras e inoportunas”,  tomadas por alguns agentes políticos da cidade.

Investimentos no combate ao coronavírus

O prefeito pede para que não seja feito uso político da doença como alguns tem feito, segundo o próprio prefeito. O prefeito Zé Aldemir, destacou todas as ações recentes da prefeitura, para ajudar a combater a disseminação da doença, no município.  Além disso, citou os investimentos no setor da saúde. Salientou ainda a implantação da Unidade de Referência para atendimento de casos suspeitos de Coronavírus.

 

Segundo a própria Prefeitura a implantação desta Unidade foi um projeto pioneiro no Estado, realizado pelo município. O prefeito ainda garantiu que todas as medidas tomadas pela prefeitura, e todos os projetos realizados, não são feitos pensando em resultados políticos e sim, para salvar vidas.

 

 “Não estou pensando em eleição. As ações que estamos desenvolvendo são no sentido de salvar a nossa população desse mal, sempre pensando no bem de todos”,  afirmou o prefeito, durante a sua decaração na segunda-feira.

 

A guerra pela “audiência” do coronavírus

 

Contudo, embora sejam razoáveis as declarações feitas pelo prefeito do município de Cajazeiras, o problema é um pouco mais antigo. Alpem disso, afeta, principalmente,  a presidência da república. Entretanto, as críticas feitas pelo prefeito de Cajazeiras, Zé Aldemir, são apenas um reflexo de todas as ‘guerras’ que tem acontecido entre governadores e o presidente da república, Jair Bolsonaro.

 

Logo no início da pandemia do coronavírus, no pais, as declarações do presidente Jair Bolsoanaro iam contra as medidas adotadas por governadores. Enquanto o presidente classificava a doença como uma simples “gripezinha”,  governadores preferiam trabalhar com a aplicação de todas as medidas preventivas possíveis.

 

Mais tarde, já próximo ao mês de abril, o governador de São Paulo, João Dória, PSDB/SP,  se tornou uma espécie de ‘pioneiro’ na instauranção de todas as medidas de proteção contra o coronavírus e um dos primeiros a instaurar quarentena, no estado. 

 

Além disso, João Dória, ditou novas regras de convívio, funcionamento de empresas, rotina de entregadores, caminhoneiros e interrompeu o ciclo escolar, em razão da alta taxa de contaminação pela doença, no estado.

 

João Dória foi seguido por outros governadores. Todos começaram a estabelecer isolamento social e interrupção na rotina produtiva de cidades e estados. Tudo com a finalidade de reduzir o risco de contaminação. Além de tentar evitar a superlotação do sistema público de saúde. 

 

Nesta altura da situação, a guerra já estava estabelecida entre governadores, prefeitos e o presidente. O que agravou ainda mais a situação,  foi a demora do Governo Federal na liberação de recursos para socorro dos estados e muicípios. O recuso foi aprovado pelo Congresso Nacional. Desde entçao, a situação permanece caótica e as relações entre os patamares do executivo, se mantem frágeis e degradando paulatinamente.

 

Sendo assim,  todos os comportamentos do executivo nas esferas estaduais e federais, são reproduzidas em municípios, por apoiadores e seguidores. A situação vivida na Prefeitura de Cajazeiras é exatamente a mesa entr Jair Bolsonaro e os governadores. O que difere, somente, é a amplitude das consequências de toda esta guerra. 

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