A equipe do Diário Prime teve acesso ao resultado de um estudo intrigante conduzido por um pesquisador da UNESP. Este disse que a adoção da quarentena como forma de controle da COVID-19 evitou o contágio de 2.260 pessoas. O autor do estudo foi o professor Vitor Engrácia Valente, doutor em fisiopatologia. Para seu método de pesquisa, ele considerou a quarentena adotada pelo município de Marília e a quantidade de infecções que ocorreram. E confrontou com o que teria acontecido caso nenhuma medida tivesse sido adotada. Daí o resultado foi esse, que ele apresentou ao Jornal Cidade.

O estudo de Vitor Engrácia Valente possui caráter científico porque foi feito com base em amostragens. Inclusive a base por ele utilizada para o estudo é a do Imperial College of London, uma instituição respeitadíssima por seus métodos de pesquisa. Sendo assim, percebe-se que o pesquisador da UNESP buscou fontes sólidas para desenvolver sua teoria. Dessa forma, com critérios sérios e metodologia consagrada no mundo, ele apresentou dados que preocupam do ponto de vista da saúde pública.

É notório que a COVID-19 é uma doença altamente infecciosa e de fácil contágio. Por isso a forma de se encontrou de evitar a contaminação em massa das pessoas foi o isolamento social. O que, para acontecer, teve que promover o fechamento do comércio e restringir a liberdade das pessoas. Isso suscitou diversos debates pelo mundo e dividiu as opiniões. Uns se posicionaram contra e outros a favor. Porém, a discussão científica foi deixada de lado pelo senso comum. Foi o que o pesquisador da UNESP combateu.

E partindo desse pressuposto, ele colocou as autoridades de Marília para refletir sobre esse assunto. Pois a omissão poderia ter causado ainda mais infecções na população. E consequentemente poderia provocar mais mortes por COVID-19.

Marília e cidades próximas poderiam ser responsáveis por 9 mil infecções

O professor Vitor Engrácia Valente ainda fez a projeção do que poderia acontecer na região sem a adoção da quarentena pelos municípios. De acordo com ele, sem a adoção dessas medidas, Marília, Bauru, Botucatu, Ourinhos e Assis seriam responsáveis por quase 9 mil infecções por COVID-19. Números verdadeiramente assustadores que poderiam representar um quadro assombroso de mortes na região e em todo o país.

É claro que se poderia ter adotado o discurso de que seria melhor todos se contaminarem para criar imunidade. Afinal, mais cedo ou mais tarde todos serão contaminados pela COVID-19. Entretanto, o sucesso da quarentena está baseada no fato de que ela evitou a sobrecarga do sistema de saúde, preservando vidas. Pois a realidade é que se todas essas pessoas procurassem o serviço de saúde de uma única vez o atendimento não lhes seria prestado com eficiência e qualidade.

Conforme o estudo do pesquisador da UNESP, as medidas de isolamento foram eficazes para o controle da COVID-19. E se hoje o quadro em Marília e região é confortável, foi devido a isso. Porque, de acordo com ele, a situação poderia ser bem pior. Portanto, as medidas adotadas, embora duras, se mostram como um mal necessário. Ao menos é o que o estudo ora discutido demonstra.

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