São Paulo (SP), segunda-feira, 31 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O racionamento de água no estado de São Paulo está praticamente descartado até o final do período de estiagens. Quem garantiu foi o próprio governador, Tarcísio de Freiras (Republicanos), nesta segunda-feira (31).
Segundo ele, o racionamento é algo distante de acontecer, mesmo com o armazenamento do Sistema Cantareira caindo de 36% para 33% de sua capacidade desde o dia 1º de agosto. Esse sistema é o principal meio de abastecimento dos moradores da Grande São Paulo, que hoje conta com mais de 20 milhões de habitantes.
No entanto, Tarcísio também admitiu que a queda no nível do reservatório preocupa por conta do contexto. Ainda assim, também afasta até mesmo a possibilidade de rodízio de abastecimento durante este período.
Racionamento vira pauta durante campanha
No auge da campanha eleitoral, onde busca a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio terá que conviver com a abordagem de temas como o racionamento de água. Até porque a privatização da Sabesp vem sendo duramente criticada por opositores, que alegam piora na prestação de serviço desde então.
Até o final do período de estiagem, a Sabesp prevê que o nível do reservatório chegue abaixo de 30%. Ainda assim, não deverá causar problemas para os moradores e empresas que dependem da água no dia a dia.
A questão dos mananciais, obviamente, sempre nos preocupa. A gente tem feito investimentos e tomado medidas, algumas medidas às vezes que não são fáceis, mas são importantes
Ainda nesta segunda, o governador também destacou que a rede de abastecimento da região é antiga, chegando a 50 ou 70 anos em alguns casos. Então, Tarcísio ainda lembra que, por conta disso, ainda se perde muita água, momento em que se adotam restrições em alguns horários, quando a pressão da água diminui à noite.
Governador reconhece transtorno
Apesar de afastar o risco de racionamento de água, o governador de São Paulo admite que a redução da pressão da água em alguns horários é um transtorno para os moradores. Porém, destaca que isso permite a economia necessária de água durante esse período de estiagem.
Anualmente, o período entre julho e setembro é dos mais complicados e desafiadores no estado de São Paulo. Mas, o governador também disse que a administração e a Sabesp já estão investindo para expandir os chamados reservatórios estratégicos, evitando secas e racionamentos no futuro. “São mais de 440 reservatórios em construção”, afirmou Tarcísio.
