São Paulo (SP), quarta-feira, 22 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Maria Francileide Nunes Moreira do Nascimento, 56 anos, foi presa nesta terça-feira (21), à noite, em Guarulhos, na Grande São Paulo, após a Justiça decretar a prisão preventiva dela. E o motivo foi ter sido a mandante da morte do marido, Arnaldo José Nascimento, policial civil, em janeiro de 2026.
De acordo com as investigações, Maria Francileide teria pago R$ 200 mil para que criminosos executassem o policial civil. O crime aconteceu em 6 de janeiro de 2025, dentro de uma gráfica na rua Guaracapá, no bairro de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo.
Nesta terça, a viúva do policial civil foi detida por agentes do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil. E a prisão preventiva dela já havia sido expedida no dia 20 de julho.
Maria Francileide passa por audiência de custódia
Agora, Maria Francileide passa por audiência de custódia nesta quarta-feira (22), quando a prisão preventiva dela será referendada pela Justiça. Inicialmente, o caso foi registrado como latrocínio na 7ª Delegacia Seccional.
Naquele mesmo dia, um suspeito do crime, Douglas Cabral de Oliveira, 39 anos, já tinha sido preso e confirmou ter participado do assassinato. Já Ronaldo da Silva, o ‘Tatu’, outro comparsa, que deu os tiros, acabou preso seis dias depois do crime.
Inicialmente registrado como latrocínio, o caso do policial civil morto mudou de rumo e passou a ter a mulher dele como principal suspeita de ser a mandante. Mas, ainda no dia 13 de janeiro daquele ano, ela chegou a ser presa e mentiu no depoimento, negando que conhecesse os dois suspeitos.
Ela e o marido eram sócios na gráfica, enquanto Ronaldo trabalhava como freelancer para ele. Já Douglas foi chamado pelo comparsa para ajudar no falso roubo, mas não sabia que o mesmo mataria o policial.
Mulher dava chumbinho ao marido
Sem demonstrar sentimento, Maria Francileide disse à polícia que dava chumbinho para o marido, para o matar, porém, não dava efeito. Então, teria contratado um dos dois criminosos para matar o policial civil e a sociedade na gráfica seria o principal motivo para o crime.
Na oportunidade, o policial foi morto com quatro tiros na cabeça. E, durante as investigações, a mulher foi encontrada na casa de Ronaldo, com uma arma que era do marido e tentou inclusive atirar contra os agentes.
No dia do crime, câmeras de segurança mostraram os dois suspeitos nas imagens, com bexigas e papelões, para dificultar a identificação. Agora, Maria Francileide deverá ser julgada pelo crime, assim como os dois envolvidos.
