São José dos Campos (SP), segunda-feira, 15 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O Protocolo Não se Cale, adotado pelo governo de São Paulo em bares e restaurantes, agora passará a ser adotado também na rede estadual de ensino. A novidade foi apresentada nesta segunda-feira (15), em São José dos Campos (SP), durante a inauguração da escola estadual Roberto Burle Marx, que será integral.
De acordo com o governo, a proposta agora é ampliar essa cultura de acolhimento às mulheres vítimas de assédio em ambientes públicos. Assim, o Protocolo Não se Cale também ajudará a orientar estudantes e familiares quando houver necessidade de um encaminhamento à rede de proteção.
Chamada de Não se Cale Vai à Escola a iniciativa amplia a possibilidade de defesa e proteção da mulher, como destacou a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, durante entre vista coletiva.
A escola é um dos espaços mais importantes para a construção de uma cultura de respeito e não violência. Com o Não se Cale Vai à Escola, vamos preparar profissionais da educação para reconhecer sinais, acolher com responsabilidade e encaminhar situações de violência para a rede de proteção. É uma ação que une prevenção, formação e cuidado, colocando o Estado mais perto de mulheres e meninas
Projeto terá duração de dois anos
Ainda segundo o governo de São Paulo, o Protocolo Não se Cale nas escolas estaduais prevê duração de 24 meses, ou seja, dois anos. E, no período, promete formar profissionais de educação e promover ações na área de sensibilização e conscientização dos estudantes.
Com isso, se espera também a realização de palestras presenciais com especialistas e líder da área de segurança pública. Além disso, haverá aprimoramento aos profissionais através da plataforma CONVIVA-SP. No momento, serão três filtros para registrar e monitorar as ocorrências.
E o foco será sempre a defesa da mulher, meninas e combate à violência doméstica, além do feminicídio. No evento em São José, o secretário de Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou que a prevenção é uma das formas de combater a violência contra as mulheres.
“Ao levar o Protocolo Não se Cale para as escolas, estamos fortalecendo a capacidade de identificar sinais de abuso, acolher vítimas e interromper ciclos de violência antes que eles resultem em consequências ainda mais graves. A informação e a conscientização são ferramentas fundamentais para salvar vidas”, disse Nico.
Como será a formação dos profissionais
Para o Protocolo Não se Cale vai à Escola, a formação dos educadores irá acontecer no formato EAD (Educação à Distância) e irá focar em temas como a Lei Maria da Penha, identificação de sinais de violência, escuta qualificada e outros. Toda a equipe pedagógica das escolas poderá participar do processo.
