Toda a intensidade de ser um jovem

Todo jovem que está entre a fase adolescente e adulta se torna automaticamente intenso e levemente dramático, pensando que tudo o que ele passa e passará irá durar pra sempre. Que suas alegrias e dores vão levá-lo ou ao céu ou diretamente à lona.

Os jovens são assim, e nesta fase em que eles passam por diversas mudanças emocionais, muito em consequência das altarações hormonais, deixam todos (inclusive os que convivem) em grandes picos de adrenalina, diariamente.

É também o momento que pode levá-los ao “primeiro amor”… Que sentimento glorioso! Ficam fofos, apaixonados, dizem-se capazes de tudo por aquele sentimento e por aquela pessoa. Mas, será que isso  pode se tornar um processo autodestrutivo? Em muitos casos sim.

Certa vez, entre alunos do 9º ano, perguntei a um casal recém formado “o que vocês seriam capazes de fazer um pelo outro?”. Confesso que me assustei com a resposta, embora já esperasse por ela, ambos responderam juntos “Eu morreria por ele/a!” e o menino ainda complementou “eu mataria qualquer pessoa que se aproximasse dela, professora“.

Lembro-me de sair para o intervalo ainda sob o efeito de tal comportamento; de um casal de adolecentes de 14 a 15 anos!? Eu me perguntava, onde será que está o erro em nossa sociendade?

Imagem: Reprodução/Google.

Noutra oportunidade vivenciei uma menina de 16 anos (filha de uma amiga) em estado alarmante de depressão, em decorrência do rompimento de seu relacionamento com o seu primeiro namorado.

Disse-me que o seu namorado de 17, havia terminado em consequência dela estar acima do peso. Após alguns minutos de conversa, percebi que tratava-se de claro relacionamento abusivo e destrutivo, com exageros de ambas as partes.

Tentei fazê-la entender que estava a viver apenas uma desilusão e com muito carinho e tato consegui envolver a sua mãe na conversa e com isso conseguimos convencê-la de buscarmos, juntas, o auxílio de um profissional especializado. Fomos à uma psicóloga e após algumas sessões tudo resolvido.

Casos análogos acontencem todos os dias a todo momento. É importante estarmos atentos aos comportamentos de nossos filhos, sobrinhos, amigos adolescentes e buscar pessoas capacitadas na condução desses problemas, pois, casos graves podem conduzir a um processo de autodestruição e em casos mais graves em ocorrências de suicídio.

Imagem: Reprodução/Google.

Em todo o Brasil o CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece o serviço de apoio emocional e de prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. (https://www.cvv.org.br/)

Em Cuiabá o centro espírita Wantuil de Freitas oferece excelente amparo: https://wantuildefreitas.com.br/blog/suicidio/.

Em muitas cidades do Brasil igrejas e ONGs realizam trabalhos parecidos. neste mesmo sentido. Importante estarmos atentos a identificar esses agentes do bem e encaminhar nossos queridos amigos ao tratamento adequado.

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