São Paulo (SP), terça-feira, 2 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A Polícia Militar confirmou a morte de um dos suspeitos de atirar contra o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na manhã do último sábado (27), em São Caetano do Sul. Nesta última segunda (1), em troca de tiros com PMs no bairro de Guaianases, região leste de São Paulo, ele não resistiu e morreu.
De acordo com a polícia, houve uma denúncia de que um dos envolvidos no ataque ao tenente Pimentel estava neste local em Guaianases. E, ao chegaram ao local, os PMs teriam sido confrontados por ele, que reagiu, tentou atirar, e acabou morto. Ele até foi socorrido ainda com vida, mas não resistiu.
No entanto, não se divulgou ainda o nome e a idade deste suspeito – no dia do crime, dois homens em uma moto atiraram contra o tenente, que também estava de moto, na Avenida Goiás, e a paisana. No domingo (28), dois suspeitos de darem cobertura ao crime, um homem de 40 anos e outro de 52, já haviam sido presos em operação no Guaianases.
Polícia investiga morte do homem que atirou no tenente Pimentel
Essa troca de tiros do dia 1º foi registrada no 68º DP (Distrito Policial), onde o caso será averiguado. Agora, a Polícia Civil irá investigar se esse homem realmente participou do ataque ao tenente Pimentel e porque ele teria reagido à abordagem.
Ainda de acordo com a polícia, o ataque ao oficial da Rota foi um atentado e não um assalto, já que nada foi levado. Além disso, as investigações apontam que a tentativa de execução vinha sendo preparada desde fevereiro, mas ainda não se sabe a real motivação.
Aos 39 anos, o PM baleado já tem 17 anos de corporação e, agora, luta pela vida no Hospital Mario Covas, em Santo André, onde passou por cirurgia na cabeça. No último boletim médico, ele apresentou melhora no quadro neurológico.
PM é irmão da menina Eloá Pimentel
O tenente Pimentel é irmão da menina Eloá Cristina Pimentel, que morreu em 2008, aos 15 anos, assassinada pelo ex-namorado, então com 22, em Santo André. Na oportunidade, Lindemberg Alves a deixou em cativeiro por 100 horas, após não aceitar o fim do namoro, e depois a executou.
No mesmo dia da tragédia, o irmão, então com 21 anos, fazia a prova do concurso público para ingressar na PM. Nesses últimos anos, o agora tenente Pimentel chegou a gravar vídeo e participar de documentário lembrando a morte da irmã. Hoje, ele é casado e tem dois filhos.
