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Retirada de órgãos ilegal tem punição mais de 20 anos depois em Minas Gerais

O caso Pavesi repercutiu muito nos anos 2000

Os médicos acusados da retirada de órgãos ilegal de um menino de 10 anos em 2000 foram a júri popular ontem (28/01). O caso Pavesi, após mais de 20 anos, terá um desfecho com a possível condenação dos réus.

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O acontecido com o menino Pavesi abriu a linha investigativa que rendeu outros oito processos de irregularidades na retirada de órgãos em Minas
O acontecido com o menino Pavesi abriu a linha investigativa que rendeu outros oito processos de irregularidades na retirada de órgãos em Minas – Foto: Cava pro

José Luiz da Silva, José Bonfitto e Marco da Fonseca serão julgados após 21 anos da morte do garoto Paulo Pavesi, na época com 10 anos. Os três homens foram acusados de fazer a retirada de órgãos ilegal na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais.

Indiciados pela retirada de órgãos ilegal foram a júri popular

O julgamento, por júri popular, se deve pelo crime de homicídio qualificado no caso Pavesi. A denúncia do Ministério Público responsabiliza os médicos por praticarem procedimentos incorretos.

Assim, tais procedimentos, dentre eles a remoção dos órgãos ilegal, culminou na morte de Paulinho, como o garoto era chamado. Ele caiu do apartamento em que morava com os pais, no prédio com altura aproximada de uns 10 metros.

Os exames que atestavam uma morte cerebral da criança foram alterados. Na realidade, Paulinho estava vivo quando retiraram seus órgãos.

Conheça o caso Paulinho Pavesi

O caso teve uma grande repercussão internacional na época em que ocorreu, no ano 2000. Como citado, Paulinho caiu do alto do prédio onde residia. De imediato, encaminharam o garoto para o Hospital Pedro Sanches.

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Segundo informações do Ministério Público, o garoto, de 10 anos, sofreu com erros médicos enquanto o submetiam a uma cirurgia. Então, transferiram-no para outro hospital de Poços de Caldas, a famosa Santa Casa.

Lá, Paulinho recebeu o diagnóstico de uma morte encefálica, tendo seus órgãos retirados. Mas, ao que parece, forjou-se o exame feito pelos médicos indiciados.

Após esse ocorrido, ainda teve outro agravante. Paulo Airton, pai do Paulinho, recebeu a conta hospitalar de R$ 11.668,62. Entretanto, a discriminação das cobranças não condiziam com a realidade. A Santa Casa chegou a cobrar a medicação usada para remover órgãos, mas que tem o custeio feito pelo SUS ( Sistema Único de Saúde).

Na denúncia feita, constam os atos em cadeia que culminaram na morte do garoto. Por exemplo, a  admissão inadequada no hospital, o atendimento demorado na neurocirurgia. Sem contar com a cirurgia realizada por profissional com habilitação ilegal, bem como falta de solução eficaz e efetiva para o caso.

O acontecido com o menino Pavesi abriu a linha investigativa nesse sentido. Isso rendeu outros oito processos de irregularidades quanto à retirada dos órgãos dos pacientes mineiros.

Os quatro acusados negaram envolvimento em esquemas ou irregularidades.  Mas, com tantas provas apresentadas pela promotoria o caso de retirada de órgãos ilegal trará uma condenação aos réus.

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