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Parceria ou patrocínio? relembre a polêmica financeira no futebol brasileiro

Depois do susto na torcida do Palmeiras, relembre algumas das relações financeiras que causaram polêmica no futebol brasileiro

Nos últimos dias a torcida do Palmeiras se espantou com o resultado do ajuste no contrato entre o clube palestrino e a Crefisa. Desta forma, a dívida do time com a gigante financeira alcançou o valor de R$ 160 milhões. Saiba mais sobre esta e outros casos de polêmica financeira no futebol brasileiro.

Leia também: A Bolada que o Palmeiras recebeu da Crefisa conquistando títulos

Parceria ou patrocínio? A relação entre o Palmeiras e a Crefisa

Após o Brasileirão de 2014, o Verdão notou que precisava reorganizar a casa. Assim, depois que quase foi rebaixado da elite do futebol brasileiro, o clube palestrino celebrou uma relação com a gigante financeira Crefisa no início de 2015.

Desde então, o Palmeiras colhe frutos positivos desta relação com a empresa de crédito financeiro. Dessa forma, a relação entre os dois rendeu  dois títulos brasileiros (2016 e 2018), duas Copas do Brasil (2015 e 2020); além do Paulistão e da Libertadores (2020).

No entanto, a forma como foi traçada a relação financeira entre os clubes recebeu uma nova configuração após ajustes contratuais ocorridos no início deste ano. Dessa forma, a relação que inicialmente parecia de patrocínio tornou-se um contrato de empréstimo.

Assim, o Palmeiras não é patrocinado pela Crefisa. Pelo contrário: o Palmeiras se torna um cliente especial da Financeira, com uma dívida milionária.

Por outro lado, os juros e facilidades disponibilizados pela empresa de crédito ao clube paulista são “de mãe para filho”; no linguajar da própria presidente da empresa e conselheira do clube, Leila Pereira.

Outros casos envolvendo parcerias que causaram polêmica no futebol brasileiro

Apesar deste susto na torcida palestrina, Leila Pereira garante que não tem intenção nenhuma de prejudicar o clube. Afinal de contas, a presidente da Crefisa é torcedora fervorosa do Palmeiras. Assim, a conselheira do clube tranquilizou os adeptos alviverdes.

No entanto, é bom ficarmos de olho nas cenas dos próximos capítulos. No fim das contas, algumas relações causaram polêmica e devastaram financeiramente outros clubes brasileiros. Confira alguns casos que geraram polêmica nas suas épocas.

A polêmica da MSI e a parceria com o Corinthians

No apagar das luzes de 2005 o Timão anunciou uma parceria com a Media Sports Investiment, a MSI. Com promessas de contratações milionárias e títulos na sala de troféus da equipe alvinegra, a relação financeira entre o clube a empresa não deu muito certo.

Parceria ou patrocínio? relembre a polêmica financeira no futebol brasileiro. Imagem: MeuTimao.net
Parceria ou patrocínio? relembre a polêmica financeira no futebol brasileiro. Imagem: MeuTimao.net

Dono da MSI, o magnata russo Boris Berezovski era representado pelo anglo-iraniano Kia Joorabchian no Brasil. Assim, Kia conduzia a parceria entre a empresa e o clube; quando um escândalo global envolvendo lavagem de dinheiro atingiu a MSI em cheio.

Dessa forma; os desentendimentos entre o presidente do Timão, Alberto Dualib, e o representante da MSI no Brasil chegaram ao auge com o rompimento da parceria. O evento foi traumático para o Corinthians, que amargou o rebaixamento no Brasileirão e a dívida de R$ 100 milhões.

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O caso da parceria entre Fluminense e Unimed

No momento mais obscuro da história do Fluminense; o presidente da Unimed, um fanático tricolor, saiu para resgatar o clube da margem do futebol nacional. Após chegar à Série C em 1999, o time de Laranjeiras teve como salvadora financeira a gigante de planos de saúde.

Parceria ou patrocínio? relembre a polêmica financeira no futebol brasileiro. Imagem: Acervo Fluminense FC
Parceria ou patrocínio? relembre a polêmica financeira no futebol brasileiro. Imagem: Acervo Fluminense FC

Assim; o presidente da Unimed, o tricolor Celso Barros, ajudou o Fluminense a sanar as dificuldades financeiras do clube. Além disso, investiu em boas contratações para o elenco tricolor; como Romário, Deco e Fred.

No entanto, o desgaste na relação entre Barros e os cartolas do Flu foi minando a parceria aos poucos.

Dessa maneira, a Unimed encerrou a relação com o tricolor das Laranjeiras em 2014. Até hoje a torcida do Fluminense relembra os bons tempos da parceria.

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