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Crise no transporte: BRT Rio diz não ter dinheiro para pagar funcionários

Concessionária do BRT Rio diz não ter recursos para continuar operação e anuncia colapso na malha de transportes da região metropolitana

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Esta semana a concessionária de transporte que administra o BRT Rio, atendendo pelo mesmo nome; anunciou que está passando por sérias dificuldades financeiras e que não consegue fechar seu orçamento.

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Crise no transporte: BRT Rio diz não ter dinheiro para pagar funcionários. Imagem: Divulgação BRT Rio
Crise no transporte: BRT Rio diz não ter dinheiro para pagar funcionários. Imagem: Divulgação BRT Rio

Assim, o BRT Rio veio a público divulgar uma nota onde esclarece os problemas financeiros pelos quais passa no momento, e como isso pode afetar o sistema de transportes da região metropolitana do Rio de Janeiro.

BRT Rio sem dinheiro para pagar os funcionários

Assim, o BRT Rio anunciou na nota divulgada à imprensa que já na próxima terça (5) não terá como pagar os trabalhadores do sistema de ônibus expresso. Dessa forma, o BRT também alegou não ter recursos para a compra de insumos básicos; necessários para a operação da frota.

Ou seja, sem recursos para pagar os trabalhadores e adquirir combustível para os ônibus; o sistema BRT Rio tende a colapsar em poucos dias. Assim, a direção da concessionária anunciou medidas para tentar retardar o caos no transporte.

Apesar das declarações da concessionária afirmando que procura honrar os seus compromissos e arcar com todas as contas que ainda deve pagar; os números da empresa dizem exatamente o contrário.

Assim, o plano de contingência do BRT Rio deve impactar todos os trabalhadores envolvidos na operação do sistema de ônibus expresso do Rio de Janeiro. Dessa forma, a empresa anunciou duras medidas.

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Redução de Pessoal e implantação de rodízio nos trabalhadores do BRT Rio

Entre as medidas mais impactantes anunciadas pela concessionária de transporte, a que realmente mais chama atenção é a de corte de pessoal. Assim, os trabalhadores do BRT Rio devem passar por um programa de demissão voluntária; ou encarar uma dura redução na jornada de trabalho.

Assim, a redução na jornada do trabalhador vem acompanhada da diminuição do salário do colaborador do BRT Rio. Tendo sua demanda de trabalho reduzida em um terço, os salários dos trabalhadores do transporte devem despencar no próximo contracheque.

A empresa foi derrotada pelo sindicato da categoria num embate prévio, envolvendo o parcelamento dos 13º salários dos trabalhadores do BRT. No entanto, a concessionária foi obrigada a pagar integralmente o benefício, que ela queria parcelar em até cinco vezes.

A justificativa da pandemia

O BRT Rio, ainda em sua nota pública, justificou o colapso de suas contas com o impacto da pandemia na economia do Rio de Janeiro. Com o comércio fechado e os serviços restritos, a circulação de pessoas caiu vertiginosamente nos primeiros meses de pandemia.

Assim, o súbito desaparecimento de uma considerável parcela de usuários do BRT Rio desequilibrou as contas da concessionária de vez, que caminhou para o caos financeiro.

Segundo a concessionária do BRT Rio, “A situação é resultado direto do agravamento dos impactos da pandemia sobre todo o setor de transportes públicos. Nos primeiros meses da pandemia, o BRT Rio trabalhou com queda de até 75% no número de passageiros.

Por outro lado, o retorno das atividades e a reabertura do comércio não trouxeram de volta o público que havia sumido. “Hoje, 11 meses depois do início do combate à Covid-19, a queda de passageiros está na faixa de 45% em relação ao período anterior à pandemia. A perda de receita entre março de 2020 e janeiro de 2021 atingiu R$ 200 milhões.“, afirmou a concessionária em nota.

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