Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital - Belicosa.com.b
Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital - Belicosa.com.b

Saiba como evitar os perigos das redes sociais, ao alcance das mãos dos pequenos. Parece inacreditável, mas nos dias de hoje, crianças e jovens super conectados ainda são vítimas de assedio sexual nas redes sociais. E a privacidade, o pudor e o zelo pelos mais jovens se transformam em moeda de troca para criminosos.

Quantas vezes você confere as redes sociais do seu filho? Sabe com quem ele conversa?  O que para muitos pais é rotina, para outros é invasão de privacidade, e é aí que os criminosos agem.

O assédio sexual é crime em qualquer instância. Mas, quando falamos dos jovens, o assunto pega. Isso porque é justificável a falta de maturidade para perceber que algo está errado, porque estamos falando de pessoas em desenvolvimento intelectual.

Por mais esperto e conectado que seu filho seja, ninguém está livre de um crime, e o alvo predileto dos bandidos são os mais jovens.

Dados da organização wait until 8th diz que 85% de toda a pornografia online é consumida por crianças e através do smartphone. E isso acaba sendo isca para que criminosos que pretendem assediar os pequenos.

É considerado assédio sexual na internet, os avanços de carácter sexual, que criam uma atmosfera ofensiva e hostil para a vítima. Um exemplo disso podem ser selfies de roupas intimas, fotos nuas e em posições pornográficas, que são compartilhadas trazendo vergonha à vítima.

Ah, mas meu filho não faria isso! Tem certeza? Segundo a Safernet, uma organização voltada à prevenção e ao combate a crimes contra os direitos humanos na Internet, desde 2006, quando foi criado o seu canal, dos 3,9 milhões de denúncias contabilizadas, 72% são de assédio sexual na internet.

Recentemente o programa Fantástico montou uma cena usando um shopping no Rio de Janeiro como cenário. Dois atores foram preparados para interpretar um encontro marcado pela internet. De um lado, uma menina de 16 anos que fez uma amizade virtual com um menino da idade dela, que se apresentou como Marcelinho.

Mas o tal Marcelinho é na verdade um homem feito, que se faz passar por adolescente para assediar menores de idade nas redes sociais.

O abuso sexual de crianças e adolescentes na internet começa quando ela aceita um perfil de quem não conhece na vida real pelas redes sociais. Lá os criminosos utilizam perfil fake e estabelecem contato com a vítima.

Com linguagem semelhante ao da garotada, os criminosos se passam por iguais e se aproximam por meio do bate-papo, que passa das redes maiores como o Facebook, para o WhatsApp: nessa etapa seu filho já deu o número para o agressor.

Os perfis desses criminosos são super chamativos, com fotos de locais paradisíacos, vídeos de festas badaladas, e ostentam bens de consumo que a maioria dos jovens deseja.

É com essa forma toda sedutora que o agressor convence a vítima para fazer selfies, nudes e fotos em posições pornográficas, que viram moeda de troca em sites na deep web. E consequentemente vão parar nas redes sociais de terceiros, que acabam compartilhando o conteúdo chegando na vítima.

E como podemos proteger nossos filhos? Algumas dicas simples, tal como instalar controle parental no smartphone, tablets e computadores ao acesso dos pequenos para barrar conteúdo improprio é um começo.

Orientar sobre as consequências de nudes, selfies íntimas e conteúdo que pode causar vergonha se vazado para grupos na escola ou dos amigos e conversar muito.

Em caso de assédio denuncie no safernet.org.br, no ministério público e no disque 100. Lembre-se de dar print nas telas das conversas, para comprovar o máximo de detalhes, não delete e nem fale com o agressor.

As denúncias levam em consideração o máximo de detalhes que tiverem para provar o assédio e proteger os pequenos. E conversas francas com seu filho podem dar mais detalhes para tipificar o crime.

Lembre-se que a prevenção contra o abuso sexual na internet começa em casa. E checar as redes sociais, conversas de WhatsApp e grupos dentro de games não é invasão de privacidade e sim zelo pelo seu filho.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital –  Belicosa.com.br

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