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Apesar de 109 mil vacinados, RJ pode ter doses da vacina Oxford descartadas; entenda

Rio de Janeiro dá seguimento ao seu plano de vacinação, mas questão logística pode causar desperdício de doses; entenda o caso

Na manhã desta quarta feira (27) o Rio de Janeiro deu seguimento à etapa seguinte do plano de vacinação: começaram as aplicações das doses das vacinas Oxford/Astrazeneca  e Coronavac nos profissionais da saúde com mais de 60 anos.

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Apesar de 109 mil vacinados, RJ pode ter doses da vacina Oxford descartadas. Imagem: Reprodução Instagram @saude_rio
Apesar de 109 mil vacinados, RJ pode ter doses da vacina Oxford descartadas. Imagem: Reprodução Instagram @saude_rio

No entanto, as duas marcas presentes no processo de imunização do Rio de Janeiro não serão colocadas à escolha dos usuários do SUS. Ou seja, o cidadão recebe a dose da vacina entregue na unidade de saúde que ele se dirigir.

Rio já tem mais de 100 mil imunizados

Assim, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro já contabilizou mais de 109 mil pessoas nas planilhas de vacinação. Só na capital carioca, os números se aproximam de 60 mil vacinados; segundo as informações do poder público.

“A vacina agora não é para todo mundo, só para os profissionais de saúde com mais de 60 anos. Nas próximas semanas, conforme recebamos a confirmação da chegada de novas doses, anunciaremos qual o próximo grupo”, disse o Secretário de Saúde, Daniel Soranz.

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De acordo com o cronograma das unidades de saúde da capital, por exemplo, os profissionais da saúde com mais de 60 anos recebem a vacina até o dia 3 de fevereiro numa das unidades de saúde espalhadas pelo município.

Nesta fase, diversos profissionais multidisciplinares na área da saúde recebem a imunização. São eles: assistentes sociais, biólogos, biomédicos e enfermeiros; farmacêuticos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos; médicos, nutricionistas, dentistas; profissionais de educação física, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

Além destes, também se incluem os funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados; e médicos, técnicos e auxiliares veterinários.

Logística complexa pode desperdiçar doses da vacina Oxford; entenda

Por outro lado, há uma dificuldade logística na imunização dos profissionais de saúde com mais de 60 anos. Trata-se da embalagem da vacina Oxford/Astrazeneca, que uma vez aberta precisa ser utilizada em até seis horas.

Além da rapidez na deterioração da vacina, cada frasco da Oxford contém dez doses da vacina; o que demanda que o mesmo número de profissionais compareça em até seis horas para se vacinar.

Ou seja, com a descentralização das localidades de vacinação num grupo tão restrito; certamente haverá desperdício de doses da vacina no meio do caminho. Assim, acarretará em prejuízo aos cofres s à saúde pública.

A denúncia do desperdício das doses da vacina Oxford foi feita ao jornal carioca O Dia, que apurou as informações. Segundo os dados coletados, a denúncia feita numa Clínica da Família na Zona Oeste da capital do Rio procede, é verdadeira e o risco de desperdício da vacina é real.

Assim, com a ausência ou o não comparecimento do público para receber a vacina, as doses da Oxford/Astrazeneca se deterioram seis horas após a abertura do frasco.

As secretarias de Saúde do Estado e da capital estão cientes da denúncia; e trabalham num plano que otimize a distribuição e vacinação destes grupos restritos. Assim, o melhor planejamento serve para combater o desperdício de preciosas doses do medicamento.

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