Publisher Theme
Art is not a luxury, but a necessity.

Financiamento para MEI: Sebrae pode ser o avalista e facilitar a operação; entenda

O fundo de aval do Sebrae pode garantir de forma complementar até 80% de um financiamento junto a uma instituição financeira conveniada.


O Diário Prime News é um blog independente, que não tem vínculo ou associação com nenhum banco, instituição financeira ou órgãos de proteção ao crédito, tais como SPC, Serasa, Boa Vista etc. Em caso de dúvidas fineza fazer contato pelo e-mail [email protected]. Se preferir pode fazer uma pergunta à nossa redação clicando aqui!

MEI – Quem é microempresário e precisa de um financiamento para desenvolver seu negócio enfrenta, normalmente, muitas dificuldades na concessão do crédito; como por exemplo, a apresentação de garantias. No entanto existem formas que prometem facilitar a obtenção do empréstimo que o empreendedor tanto precisa. Uma dessas maneira é pelo Fundo de Aval. Saiba mais.

Financiamento para MEI: Sebrae pode ser o avalista e facilitar a operação; entenda
Financiamento para MEI: Sebrae pode ser o avalista e facilitar a operação; entenda

Como funciona o financiamento para MEI, com garantia de um Fundo?

Para auxiliar microempresários a conseguirem financiamentos para impulsionar seus negócios, o Sebrae pode atuar como avalista, através do Fundo de Aval para micro e pequenas empresas (Fampe)

Esse serviço financeiro, oferecido pela instituição, têm por objetivo facilitar o acesso ao crédito, principalmente para pequenos negócios.

Geralmente, quando o empresário busca um financiamento em uma instituição financeira, ela exige algum tipo de garantia real para, assim, poder liberar o dinheiro.

Por isso, para ajudar os pequenos empresários a acessar financiamentos, o Sebrae, através do Fundo de Aval,  pode cobrir boa parte da garantia necessária à aprovação do empréstimo.

Assim, o Sebrae atuaria como um avalista de pequenos negócios, via Fampe.

Entretanto, cabe à instituição financeira, conveniada ao Sebrae, realizar todo o processo de concessão de financiamento.

O Fampe

O Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe) foi o primeiro Fundo de Aval direcionado a pequenos empreendimentos no país.

Instituído em julho de 1995 pelo Sebrae, surgiu com o objetivo de viabilizar a concessão de garantias complementares, para créditos solicitados pelos pequenos negócios (como MEI) às instituições financeiras credenciadas.

O FAMPE funciona complementando as garantias oferecidas em caso de micro e pequenas empresas. Tudo de acordo com os limites de faturamento definidos pela Lei Complementar 123/2006 e suas alterações.

Condições de cobertura

O Fampe pode garantir de forma complementar até 80% de um financiamento junto a uma instituição financeira conveniada.

Fonte: Sebrae Nacional

Veja um exemplo da operação

De acordo com o quadro acima, digamos que um microempresário (MEI) busque um financiamento em uma instituição financeira credenciada junto ao SEBRAE, no valor de R$ 40 mil reais, sendo R$ 10 mil para capital de giro e R$ 30 mil para reformas e compra de equipamentos.

Nesse caso, digamos que o banco exija uma garantia real de R$ 40 mil, ou seja, 100% do valor pretendido, para liberar o dinheiro.

Dessa forma, o Fundo de Aval, poderia cobrir até 80% dessa garantia; ou seja, R$ 32 mil, cabendo ao empresário apresentar “apenas” R$ 8 mil reais em garantia própria.

No entanto, é importante lembrar que, caso o empreendedor ofereça um percentual maior de garantia própria à instituição financeira, ele terá muito mais facilidade em conseguir negociar o restante através do Fundo de Aval.

Veja ainda: Dívida caducada e nome limpo no SPC/Serasa: banco tem direito de negar crédito ao consumidor? Entenda

Detalhes a serem considerados na operação de financiamento

Quais instituições aceitam o FAMPE?

  • Banco do Brasil;
  • AgeRio;
  • Bradesco – apenas para franquias;
  • Santander – apenas para franquias.

Contudo, a maioria das instituições financeiras operam mais de um Fundo de Aval. Assim, basta verificar junto ao seu banco qual o recomendado, mesmo que não seja o Fampe.

O Fampe é um Fundo de Aval, não um seguro de crédito, portanto é necessário estar sempre em dia com a dívida contraída junto à instituição financeira.

Sociedades Garantidoras também auxiliam na obtenção de financiamentos

Assim como o Fampe, o objetivo das Sociedades de Garantias de Crédito (SGC) é complementar às garantias exigidas (tanto em caso de aval, quanto de fiança), para os seus associados nas operações de crédito junto ao sistema financeiro.

A sociedade não concede financiamentos, apenas atua aproximando empresas associadas dos agentes financeiros, ou seja, os bancos.

A ajuda ocorre por meio da complementação de garantias pessoais e da preparação da documentação exigida para a concessão do financiamento.

Como são constituídas?

No Brasil, as SGC são formadas essencialmente por empresas que possuem, geralmente, o apoio de entidades representativas de classe, poder público, entre outros apoiadores, como o próprio Sebrae.

A promoção da competitividade e desenvolvimento empresarial por meio do acesso ao crédito, além da assessoria financeira para as empresas associadas são os principais objetivos das SGC.

A maior parte dos associados são micro e pequenas empresas e, dependendo do estatuto, podem operar também com outros públicos-alvo como:

  • médias empresas;
  • produtores rurais;
  • empreendedores individuais.

Pontos importantes sobre a SGC

Para se associar a SGC, é preciso fazer o pagamento de uma taxa. No entanto, é importante ter em mente que a simples associação não garante que o empreendedor terá o crédito concedido.

A concessão do empréstimo está vinculada ao resultado da análise de crédito, bem como a decisão do comitê.

Em contrapartida, estar associado a SGC é condição fundamental para que a solicitação seja analisada. Para isso, a SGC:

  • realiza uma visita a empresa associada;
  • faz entrevistas;
  • colhe informações cadastrais;
  • solicita documentos.

Após a análise, a SGC verifica se concede ou não a garantia ao associado. Caso positivo, a SGC entra em contato com a instituição financeira a fim de formalizar a garantia na operação de crédito que é ofertada em favor da empresa. A conhecida “carta de garantia”.

Ou seja, é preciso estar atento às regras previstas nos estatutos antes de se associar.

Leia também: Empréstimo negado? Conheça possíveis motivos além do CPF negativado no SPC e Serasa

Para obter mais conteúdos siga o Diário Prime no Google News. Quer se avisado de graça sobre os melhores conteúdos em primeira mão? Receba Nossas Notificações Aqui!