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Continuidade do Minha Casa Minha Vida é ameaçada por falta de recursos; saiba detalhes


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O programa habitacional Minha Casa Minha Vida, ou, mais apropriadamente falando os investimentos efetuados nele, podem acabar ainda em 2019. A alarmante notícia começou a circular após o atual ministro da pasta de Desenvolvimento Regional afirmar ontem, quinta-feira (2), que os recursos do programa findarão em junho. Então com isso, após esse prazo, o programa vai ficar na dependência de aportes, o que pode prejudicar o seu funcionamento.

Os investimentos no Minha Casa Minha Vida

Minha Casa Minha Vida - Foto: Bruno Peres
Minha Casa Minha Vida – Foto: Bruno Peres

De acordo com a Agência Câmara, durante uma audiência conjunta  na Câmara dos Deputados, Gustavo Canuto, ministro do Desenvolvimento Regional fez um pronunciamento.

Ele disse que, em tese, os recursos para dar continuidade ao programa seriam suficientes até o mês de outubro.

Entretanto, devido ao contingenciamento imposto pela gestão Bolsonaro, esse dinheiro só durará até junho, ou seja, até mês que vem.

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Dessa forma, caso não haja aumento do limite orçamentário para o Minha Casa Minha Vida, não há condições para que ele possa continuar a funcionar.

Possíveis origens de novos recursos

O ministro Canuto ainda declarou que, na realidade, já havia escassez de dinheiro para o andamento do programa.

De fato, já havia sido fornecido um novo aporte, no valor de 800 milhões, para que fosse viabilizado a execução regular do Minha Casa Minha Vida. Mas isso apenas para os meses de abril a junho deste ano de 2019.

Dessa maneira, com esse aporte, quitou-se as dívidas existentes, além das despesas regulares do programa.

Mas passado esse período, se não houver mais verbas para injetar no programa habitacional, ele pode talvez chegar ao fim.

O setor de construção civil e o programa habitacional

Segundo informações, empresas do setor de construção civil já tiveram reuniões com o ministro Canuto. E o intuito, por sua vez, era o de saber se o Minha Casa Minha Vida teria, efetivamente, uma continuidade.

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Nessas reuniões, Canuto teria afirmado que as faixas 2 e 3 do programa talvez tivessem maiores condições de prosseguir que as faixas 1 e 1,5.

Contudo, o cerne da questão é que essas faixas menores, voltadas a população de baixa renda, demandaria mais verbas do governo, algo escasso no momento. O fator complicador é a carência de subsídio nessa faixa.

Seria o fim do Minha Casa Minha Vida?

De acordo com especialistas, é difícil precisar se de fato esse arrocho nos gastos pode significar o fim do Minha Casa Minha Vida.

Caso a tendência de contingenciamento de verbas continue, a médio prazo essa é uma realidade possível. Principalmente nas faixas mais baixas de habitação.


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