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Saque do FGTS para pagar dívidas: será que vale a pena para o trabalhador?


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Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção do Crédito (SPC) revelou que 38% dos beneficiários vão usar o dinheiro das contas do FGTS para quitar dívidas. O número corresponde a quase 10 milhões de brasileiros.

De acordo com o levantamento, grande parte das pessoas vão pagar dívidas do cartão de crédito, contas atrasadas de telefone, contas de luz e água, além de algum tipo de empréstimo. Mas, será que essa é uma boa ideia?

FGTS: usar o dinheiro para pagar dívidas no cartão de crédito, empréstimo e até tirar o nome do SPC/Serasa. Será que vale a pena?
FGTS: usar o dinheiro para pagar dívidas no cartão de crédito, empréstimo e até tirar o nome do SPC/Serasa. Será que vale a pena?

Vale a pena sacar o FGTS para quitar débitos?

Resumidamente, ao optar pelo saque, o cidadão terá acesso a um dinheiro extra agora (saque imediato) e anualmente (caso opte pelo saque-aniversário) e, assim, vai poder usar para diversas finalidades.

Dessa forma, usar o dinheiro para quitar dívidas e regularizar a situação financeira é uma boa estratégia, sim.

É possível pagá-las integralmente ou boa parte delas, renegociando o saldo. Portanto, com essa estratégia, é possível economizar deixando de pagar os juros que se acumulam a cada mês, numa dívida em aberto.

Além disso, o trabalhador pode ficar com a renda livre do salário para outras necessidades.

Leia também: Ainda não sacou os R$ 500 do FGTS? Veja regras e tire dúvidas

Como funciona o saque do FGTS?

Nesse primeiro momento, será permitido o saque imediato do FGTS de até R$ 500 por cada conta que o trabalhador tiver, seja uma conta ativa (emprego atual) ou inativas (empregos anteriores).

Entenda:

Se um trabalhador tiver 4 contas, uma ativa, do emprego atual, e três inativas, dos empregos anteriores, e em cada conta ele tenha mais de R$ 500 reais de saldo, o saque máximo permitido, portanto, será de R$ 2.000,00 (dois mil reais); R$ 500 por cada conta.

O saque aniversário vai permitir ao trabalhador fazer retiradas anuais do FGTS, a partir de abril de 2020.

Contudo, para ter direito ao saque aniversário, é necessário optar por essa modalidade. A Caixa vai divulgar informações sobre como e onde optar por esse saque no dia 01º de outubro de 2019.

Usar o FGTS para conseguir empréstimo barato vai ajudar a quitar dívidas caras

O saque-aniversário do FGTS é uma nova opção oferecida ao trabalhador, que permitirá a retirada de parte do saldo da conta do Fundo de Garantia, anualmente, no mês do seu aniversário.

O valor no qual terá direito vai incidir sobre o somatório do saldo das contas vinculadas do trabalhador. Ou seja, conta ativa (emprego atual) e inativas (empregos anteriores).

Sobre o saldo será aplicado um percentual, acrescido de uma parcela adicional, quando for o caso, conforme a tabela abaixo:

saque aniversário FGTS

A vantagem dessa modalidade, portanto, consistirá em poder dar em garantia o valor disponível no saque anual e, assim, conseguir levantar um valor até maior numa operação de crédito.

E qual a orientação para se negociar dívidas com o dinheiro do FGTS?

De acordo com alguns educadores financeiros, seguir determinadas estratégias podem ajudar na quitação de débitos de empréstimo, no cartão de crédito, e, inclusive, aquelas que foram parar no SPC e Serasa. Confira:

  • A primeira opção deve ser quitar dívidas. Ou seja, procurar negociar o total devido e tentar saldar de uma vez o débito.
  • Devem ser priorizadas as dívidas com os maiores juros.
  • Priorizar as dívidas que possam ser quitadas de uma única vez, portanto, com o valor que se consiga levantar no empréstimo ou até mesmo apenas com o valor disponível para saque do FGTS.
  • Em caso de parcelamentos, se for possível antecipar o pagamento e, assim, obter desconto, a estratégia é válida.

Endividamento da população

Até abril deste ano, cerca de 41% da população adulta, 62,6 milhões de brasileiros, estavam no vermelho, com seus nomes em órgãos como SPC e Serasa.

A maior parte dos atrasos se concentra em contas de água e luz.

Vale lembrar que apenas metade desta população têm carteira assinada. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de maio, 32,1 milhões de brasileiros têm carteira assinada.

Leia mais: Saque do FGTS: como saber se tem direito ao saque de até R$ 500 na CEF

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