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FGTS: 52% das pessoas não vão sacar recursos do fundo. É uma boa ideia?


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Uma pesquisa realizada pela Datafolha revelou que cerca de 52% dos trabalhadores, que têm direito, não vão sacar os recursos do FGTS que serão liberados a partir desta sexta (13). Ainda de acordo com o levantamento, 42% vão querer receber o dinheiro e outros 2% não sabem. A pesquisa foi realizada com 2.878 pessoas em 175 municípios de várias regiões do Brasil.

Mas será que não sacar a quantia de R$500 do fundo é uma boa opção? Confira.

FGTS: 52% das pessoas não vão sacar recursos do fundo. É uma boa ideia?
FGTS: 52% das pessoas não vão sacar recursos do fundo. É uma boa ideia?

Entenda as modalidades de saque do FGTS criadas pelo governo

Saque imediato

Os trabalhadores que tiverem saldo em contas ativas (relativa ao emprego atual) e inativas (contas abertas em trabalhos anteriores) poderão sacar até R$ 500 em cada conta do FGTS.

Caso o trabalhador tenha mais de uma conta de FGTS vinculada na Caixa, poderá sacar em cada uma delas R$ 500,00.

O saque é opcional e pode ser feito até março de 2020, entretanto, se o trabalhador decidir por não sacar o benefício, o dinheiro continuará aplicado em seu fundo de garantia.

Os saques serão liberados de setembro deste ano de 2019 até março de 2020.

Saque-aniversário

Essa modalidade vai permitir que o trabalhador possa efetuar saques anuais de uma parte do saldo do seu FGTS.

O saque-aniversário começará a vigorar em 2020 e a escolha é opcional.

O trabalhador que quiser aderir a essa modalidade, precisará informar à Caixa a partir de outubro deste ano.

Contudo, caso ele não informe ao banco, as regras atuais de saque serão mantidas, como, por exemplo, saque para aquisição da casa própria ou aposentadoria.

Optando por esse modalidade, perderá o direito de sacar o saldo total do FGTS, se demitido sem justa causa.

Nessa situação de demissão, ele terá direito somente a multa de 40% sobre o saldo depositado do seu FGTS.

Quando é melhor não sacar o FGTS, segundo especialistas

Trabalhador assalariado

Desde que ele não esteja passando por alguma situação emergencial e que o salário seja suficiente para custear suas despesas mensais, deixar o FGTS aplicado é uma boa estratégia.

Com as novas regras criadas pelo governo, como a distribuição de 100% da rentabilidade do fundo de garantia, o FGTS passou a ser uma aplicação financeira até mais interessante que a poupança.

Para quem é assalariado, mas o dinheiro não sobra no fim do mês para investir, sacar o FGTS só seria indicado para fazer investimentos em renda fixa, como títulos públicos, mas com maior rentabilidade que o FGTS.

Esse tipo de investimento (renda fixa) é muito seguro e tem a possibilidade de saque rápido.

Trabalhador que está em um emprego instável com possibilidade de ser demitido

Nessa situação, onde existe a possibilidade de uma demissão a qualquer momento, optar por permanecer na modalidade atual de saque é a melhor estratégia.

De acordo com a regra do saque-aniversário, se o trabalhador vier a optar por essa modalidade, ele não poderá sacar o saldo total da conta do FGTS.

Sendo assim, os especialistas ponderam que pode ser melhor aguardar a saída da empresa.

Se ocorrer a demissão, o trabalhador poderá retirar todo o dinheiro do Fundo.

Leia ainda: Saques do FGTS começam nesta sexta-feira (13); veja quem tem direito a receber R$ 500 ou mais

O FGTS tende a se tornar uma boa opção de investimento

A nova regra de distribuição dos lucros já começa a valer agora em agosto de 2019.

Dessa forma, com a distribuição de 100% dos lucros, certamente, o FGTS será mais vantajoso do que a poupança.

A distribuição de lucros começou a funcionar em 2017, no entanto, o percentual de distribuição de lucros era de 50%.

Embora, mesmo na regra de 50%, em 2018, o rendimento do FGTS já tenha ficado próximo ao da poupança.

Aplicação mais rentável

Com as novas regras de divisão dos lucros, o FGTS pode superar até a renda fixa.

Com efeito o cenário de taxa Selic a 6,5%, a rentabilidade líquida do novo FGTS fica em 6,2% ao ano.

Dessa forma, o segundo melhor investimento seria o Certificado de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade de 104% do CDI. A rentabilidade líquida seria de 5,5%.

Não sacar o Fundo de Garantia pode ser mais rentável do que todas as opções de investimento em renda fixa. Isso considerando até o Tesouro Selic, CDB e fundos DI.

 

Veja também: Vai sacar o FGTS na Caixa? Redes de varejo fazem promoção para atrair clientes


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