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Educação financeira não é ciência exata; entenda mais


O Diário Prime News é um blog independente, que não tem vínculo ou associação com nenhum banco, instituição financeira ou órgãos de proteção ao crédito, tais como SPC, Serasa, Boa Vista etc. Em caso de dúvidas fineza fazer contato pelo e-mail [email protected]. Se preferir pode fazer uma pergunta à nossa redação clicando aqui!

A educação financeira é um conhecimento que precisa ser difundido no Brasil. Além das dificuldades de administrar o dinheiro em tempos de crise, fazer com que ele se multiplique exige estudo e disciplina.

Buscando trazer um maior conhecimento sobre o tema, o Diário Prime News entrevistou o Economista e Analista Financeiro, Jorge Paixão.

Jorge Paixão é especializado em gestão estratégica e analista financeiro com mais de 12 anos de experiência em assessoria de investimentos.

Educação Financeira não é Ciência Exata!
Educação Financeira não é Ciência Exata!

1º) Existem muitos tipos de investimento e com nomes complicados, é fundamental conhecer todos eles?

Poupança, Títulos Públicos, Fundos de Investimento, CDB, Letras de Crédito, Ações.

Você entende tudo destes tipos de investimento? E de Debêntures, Letras de Câmbio, COE’s, Opções,Commodities?

E quanto a Cryptomoedas e CrowdEquity?

Muito provavelmente sua resposta e a da maioria foi “não”, mas pode ficar tranquilo.

Ao contrário do que a mídia especializada e os consultores financeiros dão a entender, saber isso tudo não fará você, ou qualquer pessoa se tornar mais rico ou mais pobre.

2º) Sobre o tema educação financeira, como você vê essa discussão hoje?

Desde o começo dos anos 2000, que a temática da Educação Financeira ganhou força no cenário nacional.

Discutir finanças pessoais passou a fazer parte dos programas de rádio e televisão. E é inegável que o burburinho sobre o tema trouxe – e continua trazendo – benefícios para o cidadão comum.

Basta ver a quantidade de investimentos acessíveis hoje, o que também contribui para uma maior solidez do mercado financeiro brasileiro.

Segundo a B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, o Brasil alcançou recentemente a marca de 1 milhão de investidores pessoa física ativos naquele mercado.

Mas se por um lado a ausência de informação cega, por outro, o excesso de informação confunde.

3º) Então, podemos pensar que esse excesso de informações está “atropelando” etapas?

Nos últimos anos, especialmente com o crescimento das redes sociais e do fenômeno da comunicação instantânea, como o WhatsApp, parece que o campo das finanças pessoais se tornou uma dimensão onde todos deveriam saber de tudo o tempo todo.

A Internet “bomba” com chamados especialistas apresentando fórmulas mágicas para retornos altos e rápidos, com baixo ou nenhum risco.

Alguém aí lembra da Betina? A verdade é que essa discussão sobre educação financeira só começou a fazer sentido depois da estabilização da inflação.

É, portanto, um comportamento coletivo e relativamente recente que ainda se encontra na primeira geração.

E como todo processo de aprendizado, deve-se então, começar do básico, formar fundamentos sólidos e ir avançando gradativamente.

4º) E há alguma iniciativa sendo realizada para melhorar esse processo e divulgar ainda mais o conhecimento sobre educação financeira?

Felizmente algumas iniciativas já surgem como símbolos inequívocos de que uma abordagem passo-a-passo, sobre planejamento financeiro pessoal, precisa, de fato, ser implementada no Brasil.

No último mês de maio, por exemplo, ocorreu a 6º Semana Nacional de Educação Financeira, com milhares de ações por todo o país que envolveram palestras e mesas redondas discutindo, entre outras coisas, a necessidade de inclusão da Educação Financeira no ensino básico.

Quando olhamos para o resto do mundo, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – uma instituição internacional que existe desde 1948 – aparece como uma referência importante.

Para a OCDE, a Educação Financeira é “o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros… para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos e, então, poderem fazer escolhas bem informadas”.

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5º) E quando falamos de investimento, existe algum tipo de aplicação para se iniciar?

O conceito é claro, mas ao menos duas perguntas surgem como consequência dele:

Como podemos entender realmente um determinado produto financeiro (se a grande maioria é complexa em sua estrutura) sem conceitos de finanças bem compreendidos e sem estudar detalhadamente o “papel”?

E precisamos mesmo gastar tanto tempo estudando para aplicar R$ 100,00, por exemplo?

A resposta, portanto, para as duas perguntas é uma só. Invista apenas no que você conhece e entende!

As teorias mais consagradas em gestão de investimentos, como a Teoria Moderna do Portfólio e a das Finanças Comportamentais, por exemplo, tem sentido prático relevante apenas para quem já tem um montante representativo poupado.

Isto significa menos de 1% da população.

Para todos nós, meros mortais, pensando em construir uma reserva financeira, o esforço em poupar e aprender mais de finanças tem muito mais impacto do que a escolha do produto.

Na verdade, a opção que fazemos por um determinado produto financeiro pode, sim, ser um grande problema, mas apenas se não conhecermos bem suas características.

Você entende mesmo como funciona a caderneta de poupança? Invista nela.

Educação Financeira não é Ciência Exata!
Educação Financeira não é Ciência Exata!

Quer tentar um pouco mais de retorno? Jorge Paixão recomenda seguir 4 etapas:

  1. Escolha um produto.
  2. Estude através de mais de uma fonte (a própria internet tem material gratuito de referência).
  3. Procure prós e contras, porque todos os investimentos tem pontos positivos e negativos.
  4. Faça um teste com um valor bem pequeno antes de entrar de cabeça.

Mas veja, se você entende de vender picolé ou de consertar computador, invista nisso enquanto aprende outras coisas.

Os homens mais ricos do mundo empreenderam, eles não ficaram bilionários investindo em Tesouro Direto.

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