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Reforma da Previdência: a opção será investir na previdência privada? Confira


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A reforma da Previdência que está sendo votada no plenário, e em vias de ser aprovada, vai endurecer as atuais regras da aposentadoria pelo INSS. Então, com base nas mudanças propostas, planejar a aposentadoria através da previdência privada seria a melhor alternativa? Fizemos algumas simulações para que você possa analisar qual a melhor previdência, se a pública ou a privada; confira!

Com a reforma da previdência pública, a opção será investir na previdência privada?
Com a reforma da previdência pública, a opção será investir na previdência privada?

Previdência privada é uma boa opção para quem quer se aposentar ou aumentar o seu benefício

Com base na proposta da reforma da Previdência, a melhor opção vai depender de alguns fatores: se a pessoa trabalha com carteira assinada, seja da iniciativa privada ou funcionário público, se ela é autônoma, se possui aposentadoria especial, e também da faixa salarial do trabalhador.

A questão é que as alíquotas de contribuição, com base nas novas regras propostas, mudam de acordo com a faixa salarial.

As alíquotas variam de 7,5% a 11,69% (alíquotas efetivas).

Além disso, enquanto os profissionais de carteira assinada têm descontado dos seus salários a alíquota do INSS, os autônomos podem decidir por querer ou não recolher para o INSS, ou ainda, investir integralmente numa previdência privada.

Fizemos uma simulação mostrando o mesmo período de contribuição e o mesmo valor.

Além disso, os cenários já estão com base nas regras propostas na reforma da Previdência.

Detalhamento do perfil

  • Sexo – Homem
  • Idade – 25 anos
  • Salário base ou ganhos com trabalho autônomo- R$ 2.500
  • Trabalhador urbano
  • Começou a trabalhar e contribuir neste ano de 2019
  • Meta salarial pretendida ao se aposentar – 100% do salário ou ganhos da atividade autônoma.

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Cenário 1

Para um trabalhador da iniciativa privada de carteira assinada (desconto do INSS na folha) e que possui uma Previdência Pública. Simulação feita no Portal de Serviços do Governo

  • Alíquota efetiva de desconto do salário – 9%
  • Contribuição mensal para se aposentar com 100% da média salarial*- R$ 225,03
  • Tempo de contribuição para obter 100% da média salarial – 40 anos (ano de 2059)
  • Idade da aposentadoria- 65 anos

Em valores brutos, esse trabalhador terá contribuído com – R$ 108.014,40 (cento e oito mil, quatorze reais e quarenta centavos)

OBS: Para estabelecer o benefício da aposentadoria, a regra atual considera 80% dos recolhimentos, descartando os 20% menores.

Entretanto, com a reforma, o cálculo será feito com todos os salários, o que diminui a média entre 20% e 30%.

Cenário 2

Cenário para um trabalhador autônomo que não recolhe o INSS (simulação feita no site da Caixa Econômica) e que possui uma Previdência Privada.

  • Alíquota efetiva de desconto do salário – 0%
  • Contribuição mensal para se aposentar com os ganhos atuais – R$ 148,00
  • Tempo de contribuição para obter 100% do benefício – 40 anos (ano de 2059)
  • Idade da aposentadoria- 65 anos

Esse trabalhador terá acumulado (rentabilidade estimada de 9% ao ano) – R$ 627.510.

Caso o trabalhador autônomo reserve mensalmente o mesmo valor que o trabalhador de carteira assinada, ou seja, R$ 250,00, ele terá direito a um benefício de R$ 4.233,00, aos 65 anos.

Contudo, para o trabalhador de carteira assinada poder equiparar os ganhos do trabalhador autônomo, ele terá que contribuir mensalmente com mais R$ 102,00

A previdência privada vai substituir a previdência pública?

Provavelmente não. Apesar do regime de aposentadoria do INSS se mostrar desvantajoso em relação ao regime de previdência privada, os recursos da previdência são muito importantes para diversos programas sociais e benefícios pagos pelo governo às pessoas mais carentes.

A aposentadoria pelo INSS continuará a existir, entretanto, o objetivo do governo é buscar um equilíbrio das contas, tornando a previdência superavitária.

A tendência, contudo, é que os trabalhadores busquem na previdência privada uma forma de aumentar seus rendimentos e assim, conseguir compensar as perdas da previdência pública.

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