São Paulo (SP), sexta-feira, 31 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A moto conduzida pelo homem de 29 anos morto por um soldado da PM (Polícia Militar), em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, era roubada. Segundo a investigação do caso que aconteceu na tarde de quinta-feira (30), o veículo tinha placas adulteradas, que não correspondiam com o número do chassi.
Nesta quinta, Guilherme Luis Ferreira Jesus estava na moto Honda CG 160 e ainda levava uma mulher, de nome não revelado, na garupa. Então, os policiais militares deram ordem de parada e o mesmo não obedeceu.
Em seguida, o homem acelerou, entrou na Travessa Liberalina, perdeu o controle e caiu, mas sem se machucar. Assim, iniciou uma fuga a pé para se livrar dos policiais.
Mulher estava na moto sem capacete
Inicialmente, a abordagem aconteceu porque a mulher na garupa da moto, de nome não divulgado, estava sem capacete. No entanto, quando os policiais averiguaram o veículo, viram que era produto de roubo.
Inclusive, a motocicleta havia sido levada do verdadeiro dono no dia 8 de julho, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. E a placa original dela seria UDZ2D03.
No dia do roubo, o verdadeiro dono do veículo ainda teve um aparelho celular levado, modelo iPhone 13, além de um relógio de pulso e um capacete. Agora, a polícia também deverá ouvir a vítima, para tentar saber se o suspeito morto na quinta é o mesmo que efetuou o roubo do veículo.
Porém, ainda não há informações de quando a vítima do roubo será ouvida. Essa investigação ficará a cargo do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), onde o caso é tratado como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
Como ocorreu a morte do suspeito
Sobre a morte de Guilherme, que conduzia a moto roubada, um dos policiais militares conseguiu o alcançar e precisou usar tanto a força física quanto um spray de pimenta. Mas, segundo os agentes, ele teria conseguido escapar de novo e fugido a pé.
E, em uma segunda tentativa de abordagem, o suspeito teria colocado a mão na arma de um dos policiais, na tentativa de tirar da cintura. Com isso, outro agente que participava da ação atirou em Guilherme, para garantir a segurança e a integridade do colega.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais fizeram cinco disparos contra o suspeito. Ele ainda foi levado ao Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya, mas não resistiu aos ferimentos.
Por fim, o caso da moto que terminou em morte teve registro feito no 98º DP (Distrito Policial) do Jardim Miriam. De acordo com o boletim de ocorrências, foram gravadas imagens com as câmeras corporais dos agentes.
