São Paulo (SP), segunda-feira, 27 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A morte do bebê Abidulaye Dieng, de um ano e quatro meses, na Creche Luz do Brás, na semana passada, em São Paulo, culminou com o desligamento de duas colaboradoras. O menino morreu na última quarta-feira (22), na parte da manhã, após prender a cabeça em uma grande e tentar se desvencilhar por seis minutos.
Enquanto isso, a sala onde a criança se machucou na creche foi interditada no último dia 24 de julho e, desde então, passa por perícia técnica da Polícia Civil. Mesmo com o desligamento das duas funcionárias, o caso ainda está longe de ser encerrado.
Até porque, no total, cinco funcionários, incluindo direção e coordenação, são investigadas no caso. Segundo o Boletim de Ocorrência, o menino teria ficado sozinho na área de recreação, enquanto a equipe estava na sala da direção comemorando aniversário.
Creche poderá ser descredenciada
Por enquanto, a investigação continua e a SME (Secretaria Municipal de Educação), confirmou o desligamento das duas funcionárias da creche. No entanto, em nota enviada à imprensa, também informou que ainda há um procedimento administrativo para apurar o que aconteceu.
Caso se confirme novas evidências de irregularidades, a escola poderá se descredenciada e deixar de atuar na prefeitura de São Paulo. Mas, mesmo com a tragédia que tirou a vida do bebê de um ano e quatro meses, a creche continuou normalmente em funcionamento nesses dias.
Agora, a Polícia Civil irá analisar as imagens das câmeras de segurança da escola infantil, com mais de quatro horas de gravação. Através delas, outras pessoas serão convocadas para depor e a expectativa é concluir o inquérito dentro do prazo de 30 dias.
Esse caso é tratado como homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar. E é investigado pelo 8º DP (Distrito Policial) no Brás.
Familiares e entidades fazem protesto
Nesta segunda-feira (27), familiares do bebê e membros do Conselho Municipal de Imigrantes organizaram um protesto pacífico em frente à creche no Brás para cobrar Justiça. Na oportunidade, levaram faixas, cartazes e fotos do pequeno Abidulaye Dieng.
Nascido no Brasil, o menino é filho de um casal senegalês que vive no Brasil há oito anos. O pai, que é vendedor, disse após a morte que a esposa não conseguia parar de chorar após saber da notícia e ele também se mostrou abalado com a morte do menino.
Na oportunidade, a creche ligou para ele e avisou que o menino passou mal e que tinha ido pra uma UBS (Unidade Básica de Saúde). Ao dar entrada no local, Dieng não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu.
