São Paulo (SP), sábado, 8 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Uma verdadeira paixão pela história da família Matarazzo. Assim podemos definir o jornalista e servidor público de São Paulo, Everton Calício, 40 anos. Segundo ele, contar a história deles é também contar um pouco do passado da capital paulista.
Atualmente lotado na Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, Calício é apaixonado, desde criança, pela história da família Matarazzo, responsável diretamente por impulsionar a industrialização de São Paulo, desde o final do século 19.
E tudo começou aos 11 anos, quando o então menino nascido no bairro do Pari,zona norte da capital, começou a freqüentar a Biblioteca Municipal Adelpha Figueiredo, próxima da casa dele. Naquele momento, começou a ler jornais antigos e, também, começou a se interessar pela profissão.
Ali, começa interesse pelos Matarazzo
Na infância, Calício iniciou a paixão pelo jornalismo e pelos Matarazzo, que vieram durante o período de forte imigração italiana. Até hoje, o nome é muito forte e conhecido na cidade e em todo o estado de São Paulo.
Além disso, em 1996, quando ainda tinha 10 anos, já começou a também se interessar pelo assunto quando viu uma reportagem na TV. Na oportunidade, o assunto era a demolição da Mansão Matarazzo, na Avenida Paulista.
Segundo ele, em entrevista ao site oficial da prefeitura de São Paulo, naquele tempo já gostava de História. E ficou muito curioso com o caso da mansão dessa família que já era muito tradicional na capital paulista.
Na biblioteca, começou a pesquisar sobre o assunto e encontrou um livro, entitulado ‘Matarazzo – 100 anos’, lançado em 1982. Naquele momento, percebeu o que considera como grandeza de uma das famílias que considera entre as mais importantes do Brasil.
Jornalista começou a colecionar peças
A paixão dele pela família Matarazzo era tanta, que começou a colecionar tudo o que era produzido pelas Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo, até mesmo um sabonete da marca Francis, feito por eles. Depois, passou a receber doações de antigos funcionários e iniciou uma rica coleção.
Atualmente, um dos itens mais preciosos para o jornalista é uma lata de biscoitos feita pela empresa. Para ele, além do valor histórico, também tem várias imagens de pontos históricos de São Paulo. Esse item em especial ela arrematou em um leilão.
Na faculdade de jornalismo, o TCC (Trabalha de Conclusão de Curso), foi sobre Maria Pia Matarazzo, neta do fundador da empresa. Depois de concluído o projeto na faculdade, ainda teve a oportunidade de entregar um exemplar pessoalmente para ela, que ficou emocionada com a dedicação do jornalista paulistano.
Por fim, devido ao grande conhecimento sobre a família Matarazzo, o jornalista paulistano já realizou três exposições sobre a temática. Atualmente, ele tem mais de 400 itens relacionado à família, além de mais de 1.000 livros sobre a cidade de São Paulo.
