São Paulo (SP), segunda-feira, 17 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Marina Silva (Rede), candidata ao senado no estado de São Paulo, foi alvo de hostilidade e ataque verbal por parte de um homem ainda não identificação. Esse incidente aconteceu na manhã desta segunda-feira (17), na região central de São Paulo, durante o primeiro ato de campanha de Fernando Haddad (PT), candidato a governador do estado.
Na oportunidade, Marina Silva estava na caminha, com os demais correligionários. Mas, segundo Haddad, ela “não conseguiu fazer uma caminhada de 300 metros porque tinha alguém da extrema direita para tentar impedi-la”.
Durante a caminhada, a candidata ao Senado foi abordada pelo homem que segurou no ombro dela e disse palavras com animosidade. No entanto, o teor da fala ainda não ficou claro.
Marina Silva é afastada por assessores
Em conversa com alguns jornalistas, Marina Silva disse que uma pessoa se atirou na frente dela, em tom agressivo. Ela disse ainda que esse gestual de agressividade tem sido comum com Fernando Haddad e que, agora, aconteceu o mesmo com ela. “Eu espero e trabalharei muito pra que sejam casos isolados”, afirmou a candidata.
Após o corrido, a candidata da Rede foi afastada do tumulto por um grupo de assessores. Em seguida, recebeu apoio em um comércio na região central.
Marina Silva já foi ministra do meio-ambiente e está alinhada ao presidente Lula (PT), que busca a reeleição. Em São Paulo, ela é uma das apoiadoras de Haddad, que tem também Simone Tebet (PSB), como outra candidata da coligação ao Senado, que este ano elegerá dois nomes por estado.
Nesta segunda, o ponto de encontro dos candidatos e apoiadores foi na Praça da República. O local também é conhecido pelo encontro entre simpatizantes da esquerda. Eles andaram cerca de 400 metros até o Theatro Municipal, onde houve o discurso dos políticos.
Haddad vê aumento da intolerância
Após o ocorrido com Marina Silva, Fernando Haddad aproveitou o seu discurso para falar sobre o que considera como aumento da intolerância em São Paulo. Segundo ele, o que ele chama de extrema direita não respeita a diferença e não respeita o outro.
Ainda no seu discurso, Haddad ainda atacou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal concorrente e que lidera as pesquisas de intenção de voto. E disse que os casos de violência contra as mulheres estão atingindo patamares inaceitáveis. A hostilidade à Marina Silva serviu para ilustrar as falas do candidato petista.
