São Paulo (SP), sexta-feira, 14 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Kaio Lopes Raimundo, agente da PM (Polícia Militar) de São Paulo foi condenado pela Justiça a 21 anos e nove meses de prisão por homicídio. Isso porque, no ano passado, atirou e matou um motorista após briga de trânsito em Mauá, cidade da Região Metropolitana.
De acordo com a sentença do dia 11 de agosto, mais de um ano depois do crime, o júri entendeu que o crime cometido por Kaio Lopes aconteceu por motivo fútil. Além disso, foi através de meio que dificultou a defesa da vítima e contra um menor de 14 anos, o que tornou o crime mais grave.
Apesar da alegação de legítima defesa por parte dos advogados, a Justiça não entendeu desta maneira. E manteve a condenação do policial militar.
Kaio Lopes continuará preso
Durante o processo, o juiz Marco Mattos Sestini, presidente do Tribunal do Júri, negou a possibilidade do PM Kaio Lopes responder à acusação em liberdade. E alegou que se tratava de um caso de muita periculosidade.
“Obviamente, o esperado de um policial militar é muito mais cautela e racionalidade em momento de estresse. Por conta de todo o exposto, cabe uma intervenção maior por parte do estado”, diz trecho da sentença final, que também considerou o fato de ele ser um policial militar e estar de folga.
O caso foi julgado como homicídio qualificado, em tramitação prioritária no Foro de Mauá. Ainda assim, o caso levou mais de um ano para julgamento, que teve processo iniciado no dia 28 de julho do ano passado.
Na oportunidade, a prisão em flagrante do policial militar foi convertida em prisão preventiva. No dia 11 de agosto daquele ano, a Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo MPSP (Ministério Público) do Estado de São Paulo.
Como foi o crime
No ano passado, Kaio Lopes estava de moto, indo ao trabalho, mas se envolveu em confusão de trânsito com um carro dirigido por Clayton Juliano da Silva. Na oportunidade, a vítima estava com a esposa, a mãe e um sobrinho de 9 anos na Avenida Barão de Mauá, na cidade da Grande São Paulo.
Em seguida, eles começaram a discutir, de forma acalorada. Com isso, o policial, irritado, atirou quatro vezes contra o carro da vítima, que ainda estava em movimento.
Com isso, os disparos atingiram e mataram Clayton ainda no local dos fatos. Porém, o sobrinho da vítima também acabou atingido por fragmentos e se feriu.
Por conta da atitude de Kaio Lopes, o menino até hoje tem uma bala alojada no corpo. O menino estava no banco de trás do carro.
