São Paulo (SP), segunda-feira, 20 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O advogado Jeferson Nascimento Barros, 35 anos, teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo após atropelar um idoso de 66 anos no último sábado, na capital paulista. Além do atropelamento inicial, ainda passou de novo por cima da vítima e fugiu.
Ao menos, o idoso, Cid Baldacci Correia, 66 anos, conseguiu se recuperar e já recebeu alta. E ele ficou internado até este domingo (19) no Hospital do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista. Já Jeferson agora é considerado foragido.
O crime aconteceu na Estrada de Itapecerica, também na zona sul de São Paulo, na madrugada de sexta (17) para sábado (18). Nesta segunda-feira (20), a Polícia iniciou as buscas pelo advogado para o cumprimento da decisão judicial.
Jeferson também é alvo de busca e apreensão
Na mesma decisão judicial que pediu a prisão preventiva de Jeferson, também houve o pedido de mandados de busca e apreensão, tanto na casa quanto no escritório do suspeito. E, também, pediu a apreensão do carro usado para o atropelamento do idoso.
Ainda nesta segunda, investigadores da Polícia Civil foram à residência do advogado, na Vila das Belezas, em São Paulo, mas não o acharam. Agora, o caso é investigado como tentativa de homicídio.
O caso gerou revolta na comunidade local, principalmente em quem viu a cena. Inclusive, na internet, há imagens do momento do atropelamento, quando a vítima, que estava de moto, foi atingida pelo carro. Em seguida, o advogado de novo movimentou o carro e passou por cima dele, saindo do local em seguida, sem prestar o devido socorro. Apesar da gravidade, Cid foi socorrido, levado ao hospital e conseguiu se recuperar de uma situação onde a vida dele correu perigo.
Defesa nega fuga
No entanto, a defesa de Jeferson nega que o advogado tenha fugido do local do acidente na zona sul de São Paulo. Em nota, disse que o cliente desceu do carro e ainda tentou acalmar as pessoas que estavam na rua.
Disso ainda que os outros ocupantes do carro chamaram o socorro e que é possível comprovar pelos registros telefônicos. Depois, a defesa ainda sustenta que o segundo atropelamento “não foi voluntário e não se tratou de uma tentativa de fuga”.
Por fim, a defesa do advogado ainda disse que ele deixou o local depois por risco à integridade física, e que uma das pessoas invadiu o carro pela janela, puxando o volante. E que isso fez com que o carro voltasse e atingisse de novo a vítima.
Além disso, a defesa de Jeferson destaca que ele não se apresentou à delegacia ainda por medo de agressão das pessoas, que teriam ido até a casa de familiares dele. E ainda informou que o advogado pretende oferecer todo tipo de auxílio à vitima e que trabalha há 12 anos no mesmo escritório, com residência fixa e que tem uma filha de 5 anos.
