São Paulo (SP), quinta-feira, 6 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Os moradores que possuem casas próxima da Quema Química, alvo de incêndio de grandes proporções em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, ainda não podem voltar para casa e não sabem quando isso irá acontecer. Mesmo com o controle das chamas pelo Corpo de Bombeiros, o clima é de total incerteza.
Durante 33 horas, os agentes tentaram controlar e apagar o incêndio que chegou até algumas explosões, inclusive em bueiros nas ruas. Ao menos, não houve relato de nenhum ferido, tanto na fábrica quanto nas ruas próximas.
Essa fábrica fica no bairro Rio Abaixo, na estrada do Bonsucesso. E, com o risco de novos focos de fogo, a Defesa Civil da cidade da Região Metropolitana ainda não liberou a volta dos moradores.
Incêndio prejudica 200 moradores da região
De acordo com informações da prefeitura de Itaquaquecetuba, cerca de 200 pessoas tiveram que deixar suas casas durante o incêndio na indústria de produtos químicos. Os que não tiveram para onde ir, tiveram a oportunidade de ficar em um abrigo montado em uma escola, com toda a estrutura básica neste período.
E o principal motivo para essa cautela é a possibilidade de novos focos de fogo na fábrica. Afinal de contas, essa indústria química conta com mais de dois milhões de litros de produtos inflamáveis.
Com isso, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil temem o reinício das chamas, o que colocaria em risco as pessoas que vivem na região. Isso sem contar as fumaças tóxicas dos produtos, como o solvente.
Por enquanto, houve uma pequena emissão de fumaça no local e já gerou preocupação. Consequentemente, há risco do surgimento de focos isolados de fogo. A empresa não informou ainda uma estimativa do prejuízo que teve com o incêndio.
Fogo começou na terça-feira
O incêndio na indústria química em Itaquaquecetuba começou por volta das 15h de terça-feira, dia 4 de agosto. E, apenas na madrugada desta quinta, dia 5, por volta da meia noite, foi devidamente controlado.
No período, até mesmo a estrada do Bonsucesso ficou interditada por conta dos riscos. Então, motoristas que precisavam passar pela região tiveram que encontrar caminhos alternativos.
Por fim, a perícia técnica ainda investiga as causas do incêndio na fábrica em Itaquaquecetuba. Ao menos segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública),o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) estava em dia e devidamente regularizado, o que não impediu o acidente de grandes proporções.
