São José dos Campos (SP), quarta-feira, 10 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Réu em processo onde é acusado de feminicídio contra a esposa em fevereiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, foi oficialmente aposentado pela PM (Polícia Militar). A confirmação veio em publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quarta-feira (10).
Desta maneira, a partir agora de junho, ele passa a receber o salário não mais pela Polícia Militar, mas pela SPPPrev, a previdência do estado de São Paulo. O salário de Geraldo Neto é de R$ 22 mil e será mantido na aposentadoria.
Nesta quarta, o ato de aposentadoria foi assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior. Com isso, atende a um pedido do próprio réu, que fez a solicitação oficialmente em abril, através de sua defesa, quando já estava preso.
Geraldo Neto é acusado de matar a esposa, também PM
No dia 18 de fevereiro, a soldado da PM Gisele Alves Santana foi achada morta no quarto do apartamento onde morava com Geraldo Neto, no bairro do Brás, em São Paulo. Na oportunidade, ela tinha uma marca de tiro na cabeça e a arma estava ao lado do corpo.
Então, Geraldo Neto sustenta que ela tirou a própria vida após o mesmo ter pedido o divórcio um dia antes. Em depoimento, disse que estava no banho quando ouviu o barulho e foi ao quarto ver o que tinha acontecido.
Entretanto, ele alterou a cena do crime e ainda cometeu uma série de irregularidades durante o período de investigação. Então, o inquérito da Polícia Civil apontou que ele foi o responsável pelo crime de feminicídio.
Gisele Santana tinha 32 anos e era mãe de uma menina de 7 anos, fruto de relacionamento anterior. Em depoimento à polícia, a família da vítima disse que a PM vivia uma relação abusiva e que ela queria se separar.
Com isso, o tenente-coronel teve a prisão decretada no dia 18 de março, quando estava em outro apartamento, em São José dos Campos (SP), onde trabalhou por vários anos na PM. Agora, ele espera o julgamento no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
Tenente-coronel ainda pode ser expulso da PM
Caso seja realmente condenado pela Justiça Militar, o tenente-coronel Geraldo Neto poderá ser expulso da PM. Neste caso, ele também perderá o direito à aposentadoria especial e passará a receber o teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que hoje está em R$ 8.475,55.
