São Paulo (SP), terça-feira, 18 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Depois da gangue dos quebra-vidros, agora São Paulo ganha a gangue da bananeira, uma nova modalidade de roubo na capital paulista. E as duas tem a mesma função: roubar celulares e cometer assaltos em geral contra motoristas pelas principais vias da cidade de 11 milhões de habitantes.
E, no caso da gangue da bananeira, os criminosos também se aproveitam de outro problema muito comum em São Paulo: os intermináveis congestionamentos. Desta maneira, regiões como Marginal Pinheiros e Marginal Tietê se tornam alvos dos criminosos.
Com isso, os motoristas e passageiros precisam redobrar a atenção em dois momentos: quando o trânsito está lento e quando param no semáforo. Essas são as duas principais situações em que os bandidos ficam de olho em potenciais vítimas.
Motivo do nome gangue da bananeira
Essa nova modalidade de atuação criminosa percebida em São Paulo ganhou o apelo de gangue da bananeira por que eles utilizam árvores e plantas como apoio. Por exemplo, muitos se escondem ao lado de bananeiras e outras plantas parecidas na Marginal Tietê, enquanto observam o movimento dos veículos.
Depois, quando o trânsito para ou fica lento, eles saem do lado das árvores, fora do campo de visão das vítimas e atacam. Para quem está com os vidros abertos, se torna uma presa ainda mais fácil para os criminosos.
E, para os que deixam as janelas fechadas, os bandidos mais audaciosos quebram os vidros e levam o aparelho celular. De certa forma, repetem o que fazem os membros da gangue do quebra-vidros.
Um dos pontos citados por internautas nas redes sociais é, especificamente, antes da Ponte Júlio de Mesquita Neto, na Marginal Tietê, altura do bairro da Barra Funda. Justamente por ter ali um pé de bananeira, eles aproveitam para ficarem na ‘moita’.
Cidade tem 26 mil roubos de celulares no ano
Os casos registrados por conta da chamada gangue da bananeira ajudam a ampliar os números de roubos de celulares na capital paulista. De acordo com dados divulgados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), foram 206 mil casos registrados no primeiro semestre deste ano.
Esse número é menor que no mesmo período do ano passado, quando chegou a 31 mil. Ainda assim, é um dado considerado elevado e as forças de segurança já se preocupam com a atuação de membros da gangue da bananeira nos locais de maior congestionamento na cidade.
