São Paulo (SP), terça-feira, 25 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O estado de São Paulo está em alerta após a confirmação inédita de dois casos humanos de FNO (Febre do Nilo Ocidental). Essa doença considerada aguda se transmite por mosquitos como pernilongos e muriçocas, mas até então nunca havia sido registrada em território paulista.
Desta maneira, o CVE-SP (Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”), ligado à SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo), já atua para evitar que novos casos aconteçam e que a Febre do Nilo Ocidental não se espalhe.
Por enquanto, os dois casos confirmados são de um homem de 18 anos, em São José do Rio Preto, e de uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto. As duas vítimas estiveram recentemente na região da floresta amazônica e estão em processo de recuperação.
Febre do Nilo Ocidental é da família da dengue
Essa infecção viral aguda causada pela Febre do Nilo Ocidental vem de um arbovírus, mesmo grupo que transmite doenças mais comuns como a dengue, zika vírus e Chikungunya, além da febre amarela. Os pernilongos e muriçocas adquirem o vírus quando se alimentam de aves infectadas.
Nos dois casos no estado de São Paulo, exames realizados nos laboratórios do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, confirmaram a doença. E os dois casos foram notificados pelo Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
Agora, o CVE-SP quer reforçar a vigilância epidemiológica para evitar que a doença se espalhe por mais cidades. Por enquanto, os dois casos são considerados dentro do controle e as equipes tanto das cidades quanto do estado atuam para investigar os casos e confirmar a origem da infecção.
Segundo a SES-SP, a maioria dos casos são assintomáticos, mas 20% das pessoas contaminadas têm manifestações leves, como febre passageira, dor muscular, dor de cabeça, náusea, vômito e dor nos olhos. Contudo, há casos mais graves, como comprometimento do sistema nervoso central e periférico.
Até mesmo há risco de internação e uso de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para os casos considerados mais graves. Apenas é possível confirmar a doença através de exame clínico laboratorial e exame clínico médio. O repouso e a hidratação são as principais recomendações para os contaminados.
Como se proteger da doença?
Ainda não existe um tratamento específico contra a Febre do Nilo Ocidental, mas a prevenção se torna o principal remédio para não se contaminar. Uma das dicas é usar repelentes para evitar picadas dos mosquitos.
Além disso, poderá usar roupas que diminuam a exposição da pelo e instalar telas nas portas e janelas de casas. Assim como nos casos de dengue, para evitar a Febre do Nilo Ocidental vale acabar com água parada e descarte de lixo irregular, especialmente em nascentes, córregos e rios.
