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Em novo ‘round’, Nunes irá recorrer para proibir motos por app

Justiça determinou que liberação deve acontecer em 48 horas, mas prefeitura é contra serviço

Marcos Eduardo Carvalho
NotíciasColunista
22 jul 2026 · 15h26Atualizado 2 horas
27 18 3 min
Em novo ‘round’, Nunes irá recorrer para proibir motos por app

São Paulo (SP), quarta-feira, 22 de julho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), vive mais um capítulo da queda de braço jurídica com o aplicativo Uber, para tentar impedir o transporte em motos na capital paulista. Para o emedebista, o principal argumento para proibir o serviço é o alto risco de acidentes.

No entanto, a Justiça já havia decidido que a administração de Nunes deveria liberar o serviço em São Paulo. Na terça-feira (21), uma decisão judicial determinou que o serviço seja liberado em 48 horas na cidade, sob pena de multa diária para a cidade em R$ 5.000, caso haja o descumprimento.

Mas, a prefeitura de São Paulo prometeu recorrer da decisão e reverter a medida. Desde 2024, há um entrave entre a administração e o aplicativo transporte, que hoje atua apenas com carros na capital paulista.

Nunes aposta em números para entrar com recurso

Em novo ‘round’, Nunes irá recorrer para proibir motos por app. Imagem: Sergio Barzaghi/PrefSP

O prefeito Ricardo Nunes aposta no argumento dos números para entrar com um recurso contra a liberação das motos por aplicativo. Embora o entrave seja com a Uber, a liberação também favoreceria outras eventuais empresas que oferecem esse tipo de serviço, hoje vetado na cidade de São Paulo.

Segundo dados divulgados pela prefeitura, apenas no primeiro semestre de 2026, a capital paulista já registrou 283 óbitos de motociclistas em acidentes. Durante todo o ano de 2025, esse número chegou a 475. Ainda segundo a prefeitura, os acidentes também ajudariam a sobrecarregar o sistema de saúde pública do município.

Recentemente, o aplicativo 99, que em São Paulo atua com carros, desistiu de trabalhar com o segmento de motos na capital paulista. Justamente por conta do excesso de exigências e pelo entrave jurídico com a administração municipal.

No final do ano passado, a Câmara de São Paulo aprovou uma lei do Executivo que libera o serviço de motos por aplicativo, atendendo a decisão judicial. No entanto, a lei fez uma série de exigências para as empresas.

Obrigatoriedade de seguro foi principal questionamento

Segundo a Uber, as diversas exigências da gestão Nunes para o serviço de motos por aplicativo na capital tornaram, na prática, o trabalho inviável. Um dos principais questionamentos era sobre o valor do seguro exigido para operar.

De acordo com a lei, era exigido que o Seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros deveria cobrir não apenas o passageiro, mas também o condutor e terceiros eventualmente envolvidos em acidentes de trânsito. O texto previa indenização de, no mínimo, R$ 100 mil para danos físicos e morais, além de despesas médicas e hospitalares, R$ 300 mil para invalidez e R$ 500 mil para morte.

Mas, a Justiça também derrubou essa exigência, que para a categoria dos motoboys era vista como uma proibição disfarçada de regulamentação. Por fim, o governo de Ricardo Nunes segue tentando, via judicial, manter a exigência.

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✦ Notícias — Esta reportagem, publicada hoje, é assinada por Marcos Eduardo Carvalho, editor-chefe do Diário Prime. Marcos Eduardo Carvalho, nascido em São José dos Campos, jornalista formado em 1999 pela Unitau (Universidade de Taubaté), e que trabalha também no jornal OVALE, no portal Manezinho News e nos blogues do FolhaGo, Tecnotícias, Diário Prime e Olhar Automotivo Para acompanhar mais coberturas de Marcos Eduardo Carvalho, acesse sua página de artigos.

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