São Paulo (SP), quarta-feira, 26 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – Roselaine Batalha Silva, educadora de uma Unidade Regional estadual de Mogi das Cruzes, cidade da Grande São Paulo, foi afastada do cargo nesta semana. E o motivo foi uma possível apologia aos ditadores Benito Mussolini e Adolf Hitler, que provocaram a morte de 6 milhões de judeus durante o Holocausto na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Na oportunidade, durante uma reunião on-line com outros profissionais da área, a educadora teria dito e sugerido aos colegas que lessem as biografias dos dois ditadores, que pregaram o fascismo e o nazismo durante a guerra. Naquela época, além dos judeus, outras milhares de pessoas também foram mortas; os nazistas pregavam também a superioridade da raça ariana.
Durante a reunião online, Roselaine teria dito que ler essas biografias seria ‘estimulante’. E isso gerou reação imediata de outros profissionais de educação.
Educadora foi denunciada pela Apeoesp
Após o episódio, a Apeoesp (sigla para Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), ingressou com uma representação junto ao MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo). Nessa ação, pediu que fossem “tomadas providências cabíveis em relação às palavras elogiosas a ditadores fascistas e nazistas”.
Essa ação ajuizada pelo sindicato dos professores se consolidou após a deputada estadual Professora Bebel (PT), usar as redes sociais para fazer a denúncia. E isso gerou toda uma mobilização na rede de educação pública do estado de São Paulo.
Desta maneira, a Seduc (Secretaria de Educação) informou através de nota oficial que determinou o afastamento da professora citada. Agora, ela não pode mais exercer a função de educadora.
“A Seduc-SP reforça que não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública do Estado de São Paulo e que a declaração não representa, em hipótese alguma, o posicionamento da pasta”, disse em nota.
Caso será apurado
Mas, a ação não para por aí: a Secretaria ainda informou que já instaurou apuração para analisar as circunstâncias e os fatos que se relacionam às declarações da educadora. Até porque será necessário entender o contexto da fala dela.
Atualmente, qualquer tipo de apologia ao nazismo é proibida no Brasil desde 1989, por conta da Lei Antirracismo. Essa lei também proíbe e pune a fabricação, comercialização, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas e propagandas baseados no nazismo, incluindo a cruz suástica. A educadora ainda não se manifestou sobre o caso e, caso aconteça, essa matéria deverá ser atualizada.
