São José dos Campos (SP), quarta-feira, 10 de junho de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A SES (Secretaria de Estado da Saúde) de São Paulo investiga o segundo caso suspeito do vírus Ebola no estado. A notificação foi feita nesta quarta-feira (10), na própria capital e acende o sinal de alerta, já que se trata de uma doença altamente contagiosa, letal e que ainda não tem vacina.
Segundo a SES, o caso suspeito é de uma brasileira de 21 anos, que estava em um hospital particular de São Paulo. Com essa suspeita de Ebola, acabou transferida para o IIER (Instituto de Infectologia Emílio Ribas), que é considerado uma referência nacional quando o assunto é essa doença.
Agora, a suspeita se reforça porque ela esteve em Kivu do Norte, uma província na República Democrática do Congo, epicentro da doença. Ela chegou ao Brasil dia 6 de junho e passou a ter os sintomas típicos, como febre e diarreia, no dia 9, quando foi levada a um hospital particular.
Paciente preencheu critérios de suspeita para Ebola
Segundo a CCD (Coordenadoria de Controle de Doenças), ligada à Secretaria de Saúde, a paciente preencheu todos os critérios para essa definição do caso suspeito de Ebola. Isso principalmente por conta da viagem ao país africano e aos sintomas que foram apresentados.
Apesar de ser uma doença grave e muito letal, a paciente, ainda em isolamento, segue estável. Assim, continua seguindo os chamados protocolos de biossegurança para esse tipo de caso.
Ela também passou por teste de malária, que tem sintomas parecidos, mas deu negativo. Por enquanto, não há a confirmação para o Ebola, mas os exames serão devidamente analisados pelo IAL (Instituto Adolfo Lutz).
Esse caso suspeito não é o único, já que ainda neste semestre houve outro paciente, um homem de 37 anos, com sintomas parecidos e que esteve no mesmo país. Entretanto, os exames laboratoriais divulgados em 1º de junho descartaram essa possibilidade.
Centro de Vigilância amplia treinamento
Independentemente do resultado do exame deste segundo caso suspeito de Ebola, a Secretaria de Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica.
Por exemplo, na segunda e terça, dias 8 e 9 de junho, o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” promoveu treinamento para mais de 1.100 profissionais de saúde de todo o Estado de São Paulo. Esse treinamento aconteceu através de webconferência.
Por fim, o Centro de Vigilância também reforçou que o Ebola não se transmite por via respiratória. E acontece apenas em contato com secreções corporais de pessoas infectadas, após surgirem os primeiros sintomas. Segundo os especialistas, o risco de a doença proliferar na América do Sul ainda é muito baixo.
