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A economia brasileira vive uma depressão? Confira nossa análise

Porque o Brasil não consegue crescer? Estamos vivendo uma grande depressão econômica? Quais são os caminhos para superar a crise?


Será que estamos no fundo do poço da crise econômica em pleno junho de 2019? A economia brasileira vive uma grande depressão em decorrência de anos a fio de péssima gestão, isso é fato. Especialistas apontam que sem um plano de investimento público dificilmente o Brasil sairá do fundo do poço. Assim como nos Estados Unidos de Roosevelt. No ano de 1930, após o crash da bolsa de Nova York, os americanos mergulharam em uma depressão. Somente conseguiram voltar a crescer após a aplicação  do New Deal.

O New Deal, desse modo, foi uma série de programas governamentais, que estimularam a economia tirando-a do abismo que tinha caído. A fundamentação da aplicação desse método, encontra-se nas obras de John Maynard Keynes. Keynes foi um dos maiores economistas do nosso tempo, tendo sua obra, contribuído significativamente para a economia.

Com efeito, o sucesso do programa foi inevitável. Ao total o governo investiu em torno de US$ 4 bilhões em obras públicas. Dentre elas podemos citar, hidrelétricas, barragens, pontes, hospitais. Com isso, milhares de empregos foram criados. A demanda cresceu, e consequentemente, a oferta também. Em pouco tempo, o país voltou a crescer.

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João Sicsú, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) destaca: “A economia brasileira vive uma depressão. Não sou só eu que estou falando isso. Nas últimas semanas vi os economistas Afonso Celso Pastore e Luiz Gonzaga Belluzo também utilizando o mesmo termo”.

De acordo com o professor, a recessão técnica ocorre quando o país registra dois trimestre seguidos de crescimento negativo. Já a recessão ocorre após um longo período de movimentos de baixa magnitude.

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Mergulhamos na recessão nos anos de 2015 e 2016. Asim também ocorreu nos Estados Unidos. E, a primeira tentativa dos norte americanos, foi a contenção de gastos. Entretanto, quanto mais cortavam os gastos sociais, mais a miséria aumentava no país, provocando uma grande depressão econômica. Como resultado, a miséria espalhou-se rapidamente. Sem a implantação do New Deal, dificilmente os americanos teriam deixado a crise.

Desse modo, podemos destacar, que há três anos o Brasil vêm persistindo na política de cortes. E apesar de ano após ano, o governo estar ciente que precisa investir, isso não ocorre. As fichas estão depositadas na reforma da previdência. Todavia, sem um projeto de investimento público, certamente não sairemos da depressão.

Como vencer a crise?

Crédito da Imagem: Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Crédito da Imagem: Imagem de Gerd Altmann por Pixabay / Economia Brasileira

Segundo Sicsú “O caminho para sair da depressão não é esperar os consumidores começarem a consumir, porque os trabalhadores estão desempregados ou com expectativa de desemprego. Não é de se esperar que os empresários invistam, porque também estão com dificuldades e expectativas pessimistas sobre o futuro”.

Podemos, inclusive afirmar que, jamais, a oferta aumenta antes da procura. Para as empresas contratarem mais e decidirem produzir mais, há a necessidade anterior, do aumento da demanda. Nenhuma empresa aumenta estoques com base em expectativas. Primeiro os estoques começam a aumentar o giro, e depois as empresas tomam a decisão de produzir mais.

Desse modo, amparado nas afirmações do professor, podemos afirmar que, mesmo a reforma da previdência sendo aprovada, sem um programa de investimento público, o Brasil terá dificuldades em sair da depressão. Ampliação de programas habitacionais, reforma de rodovias, e, porque não, investimento em ferrovias, deveriam ser as pautas de investimento da equipe econômica.

Tais investimentos diminuiriam custos operacionais das empresas, e ao mesmo tempo gerariam emprego. Com isso, aumentariam a curva da demanda, que puxaria junto a curva da oferta. Como estamos vivendo uma depressão, não existirá em um primeiro momento a necessidade por parte dos empresários em adquirir equipamentos, somente aumentando mão de obra. O que facilitaria o ganho de escala de produção rapidamente,  evitando pressão inflacionária de curto prazo.

Um novo horizonte

Podemos concluir, que as despesas governamentais aumentariam. Com isso o governo irá aumentar seu déficit público no curto prazo. No entanto, o aumento de arrecadação no médio e longo prazo, conseguem cobrir o déficit público inicial. Inclusive, a própria reforma da previdência deixará um espaço para a criação de um programa de investimento público. Nesse sentido, podemos dizer, que a economia brasileira, precisa de um aumento dos investimentos públicos, para sair do recesso do qual entrou.

 


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