São Paulo (SP), terça-feira, 4 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – A paralisação de três linhas de trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) é por culpa do governador Tarcisio de Freitas (Republicanos). Quem afirma é o Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, que organizou a greve nas linhas que eram da Trivia Trens, nesta terça-feira (4), e que gerou caos no transporte coletivo de São Paulo.
Nas redes sociais, o sindicato rebateu a postagem do governador horas antes (quando atribuiu caráter político à paralisação) e disse que Tarcisio é o responsável pela greve dos funcionários da CPTM. Com a paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, mais de 750 mil passageiros foram prejudicados.
Uma das principais reivindicações é a aprovação de projeto de lei na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), que incorpora os funcionários da Estatal na concessionária privada. Isso, segundo o sindicato, seria uma forma de garantir o emprego dos trabalhadores e, também, garantir funcionários com capacitação técnica adequada para a condução dos serviços.
Sindicato critica concessões da CPTM
Na postagem que fez em sua conta no Instagram, o sindicado criticou as concessões feitas das CPTM. Segundo a entidade, já houve muitas falhas nas linhas 7, 8 e 9 (da concessionária ViaMobilidade). Agora, entende que o modelo de concessão da Trivia Trens segue o mesmo modelo.
Além disso, a entidade de classe argumenta que incêndio em um vagão da Trivia Trens no dia 23 de julho evidenciaria o colapso do sistema. A empresa havia assumido as linhas três dias antes, após 90 dias de transição com a estatal, que reassumiu o controle temporariamente após o incidente.
Por fim, o sindicato argumenta que os ferroviários anunciaram o estado de greve dez dias antes, mas que só foram recebidos pelo governo na véspera. Na opinião da entidade, houve falta de diálogo por parte do governo paulista.
Entidade critica modelo de concessão
Em outro trecho da postagem, o sindicato diz que a concessão das linhas (antes pertencentes à CPTM) não significa investimento. E alega que houve uma precarização do serviço, além de tarifas consideradas mais caras.
Por fim, o sindicato dos metroviários alega que as concessões enfraqueceram as fiscalizações do Metrô e da CPTM. Já o governador, na postagem anterior, defendeu os modelos de concessão e ainda acusou o sindicato de deixar menos de 80% dos trens funcionando, contrariando uma determinação da Justiça. Por isso, até o rodízio de veículos foi suspenso nesta terça.
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