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Porta dos Fundos faz novo vídeo satirizando evangélicos

Depois de criar polêmica com um especial de Natal para a Netflix, o Porta dos Fundos voltou a criticar os evangélicos em um novo vídeo. Em “Padrino”, título atribuído ao líder da Máfia no filme “O Poderoso Chefão”, o humorista Fábio Porchat é Deus, que cobra um pastor o porquê da arrecadação de dízimos estar em baixa.

Na esquete, o Todo Poderoso está acompanhado por um Jesus (Pedro Benevides), motoqueiro com direito a tatuagem e cigarro. O vídeo ainda retrata Deus como alguém tirano que resolveu causar o dilúvio por ter acordado um dia com torcicolo.

Ao lado de Jesus, eles comandam uma organização criminosa que extorque os fiéis e querem lucrar sempre mais.

Em conversas com um pastor chamado Elias (Fábio de Luca), Deus diz que os dízimos não são mais suficientes e o líder religioso precisa “tirar tudo” dos membros da igreja. Fazendo torturas e ameaças, a divindade se mostra implacável.

Num segundo momento, realiza outra ‘sessão de tortura’ com um pastor que ele exige que se torne prefeito. Vivido por Felipe Ruggeri, fica claro que se trata de Marcelo Crivella, quando Deus fala sobre o Rio de Janeiro e manda, entre outras coisas, que ele “acabe com o Carnaval”.

Chama a atenção o fato de Crivella ser bispo da Igreja Universal e sobrinho de Edir Macedo, dono da Rede Record, o que parece um recado direito de Porchat a seus ex-patrões. Em menos de 24 horas, o vídeo já possui mais de 600 mil visualizações no YouTube.

Porchat e o Porta dos Fundos

Durante anos, o humorista Fábio Porchat trabalhou na Record TV, onde apresentava o talk show “Programa do Porchat”. Sem contrato com a emissora desde o final do ano passado, ele voltou a gravar vídeos com o canal de internet Portas dos Fundos.

Fábio Porchat. Foto: reprodução/ Instagram

Não é a primeira vez que o Porta dos Fundos associa a fé cristã com uma divindade sádica. Em “Ele Voltou”, esquete de setembro de 2018 , Jesus é apresentado como um torturador e alguém vingativo.

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É de conhecimento público que os idealizadores do Porta dos Fundos são ateus e possuem um longo histórico de produções anticristãs, em especial Porchat e Gregório Duvivier.

Embora o artigo 208 do Código Penal preveja punição para quem “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”, nenhum dos processos movidos contra o grupo até agora teve sucesso. A alegação sempre foi a de “liberdade de expressão”.

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