São Paulo (SP), sábado, 1 de agosto de 2026, por Marcos Eduardo Carvalho – O assassinato a facadas de três funcionários terceirizados da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), na manhã deste sábado (1), ainda repercute. Afinal de contas, três vidas se perderam dentro da fábrica, além do próprio autor do crime, que tirou a própria vida já dentro da carceragem no 2º DP (Distrito Policial).
Aos 33 anos, Claudio Henrique da Silva, autor do crime, já tinha cerca de dois anos como empilhadeirista na TPC, a empresa terceirizada que prestava serviço na Bombril. De acordo com uma reportagem do portal Metrópoles, ele era uma pessoa quieta e mais introvertida.
Solteiro, morava ainda com os pais e não tinha filhos. No entanto, estaria sofrendo bullyng dos colegas, o que teria motivado o crime, já que ele, inclusive, estava de folga neste sábado e foi à empresa apenas para matar os colegas, segundo as primeiras investigações.
Autor do ataque na Bombril não tinha antecedentes
Ainda de acordo com a polícia, Claudio não tinha antecedentes criminais e, na Bombril, também não havia nenhum registro de reclamação contra ele. Apenas, era muito calado, segundo algumas testemunhas.
Neste sábado, foi ao local com uma faca em busca de três colocas que o perturbavam. Mas, apenas dois deles estavam no local. Entretanto, outro colaborador, que não fazia parte dos alvos, tentou separar o ataque e também acabou morto.
Na cena, Claudio só teria parado de esfaquear os colegas depois de ficar cansado. Ali, acabou contido por outros colegas até a chegada da PM (Polícia Militar) e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que já encontrou os três sem vida.
Em nota à imprensa, a TPC informou que assumiu toda a responsabilidade pelo caso e que presta solidariedade a todos os familiares. Além disso, a empresa disse que já está apurando as circunstâncias do fato.
Funcionários mortos deixam familiares
Um dos funcionários mortos na Bombril e alvo de Claudio era Douglas de Souza Vieira, 39 anos. Casado com a manicure Evellyn Rodrigues de Souza, de 30 anos, tinha um enteado, o qual criava como um filho, além de uma filha, com idades de 8 e 11 anos respectivamente.
Outro alvo, José Guilherme Victoriano de Moura, de 54, gostava de música e ouvia rock para relaxar. Mas, neste sábado, teve sua vida interrompida pelo colega que o matou.
Por fim, Edvaldo Santos da Silva, de 44, também era casado e tinha dois filhos. E, ao presenciar o ataque de Claudio, tentou ajudar os colegas, mas foi atacado, não resistiu e morreu, em uma triste e devastadora história que aconteceu dentro da fábrica da Bombril.
