Governo avalia acabar com a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida; veja o que mudaria

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Governo avalia acabar com a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. Veja o que muda
Governo avalia acabar com a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. Veja o que muda

10 de novembro – Na tentativa de cortar as despesas em 2020, o Governo está avaliando suspender as contratações para a faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida. Caso a mudança seja confirmada, apenas as obras já contratadas serão terminadas, mesmo assim em ritmo lento. Entenda abaixo.

Governo avalia acabar com a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. Veja o que muda
Governo avalia acabar com a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. Veja o que muda

Primeiro, entenda o que são as faixas do Minha Casa Minha Vida

Faixa 1 – Compreende famílias de baixa renda, que recebem até R$ 1.800,00 por mês

Quem está dentro dessa faixa ainda pode receber um subsídio de até 90% do valor do imóvel.

A parcela mensal varia entre R$ 80,00 até R$ 270,00 e o prazo máximo é de 10 anos (120 parcelas).

Faixa 1,5 – Compreende famílias de baixa renda, que recebem até R$ 2.600,00 por mês

Quem estiver nessa faixa, pode receber um subsídio de até R$ 47.500,00 para abater do financiamento.

A taxa de juros é muito baixa, no máximo 5% ao ano e o prazo é de 30 anos, ou seja, dividido em 360 parcelas.

Faixa 2 – Compreende famílias de renda média, que recebem entre R$ 2.601,00 até R$ 4.000,00 por mês

As pessoas dentro dessa faixa podem receber um subsídio de até R$ 29.000,00 para abater no financiamento.

A taxa de juros é bem baixa, 8% ao ano; e o total de parcelas é de 360 ou seja 30 anos.

Faixa 3 – Compreende famílias de renda média, que recebem entre R$ 4.001,00 até R$ 9.000,00 por mês.

Quem está dentro dessa faixa não recebe subsídio, mas tem taxas de juros diferenciadas: 9,16% ao ano; já o total de parcelas é de 360 ou seja 30 anos.

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O que vai mudar se o Governo acabar com a Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida?

Caso o Governo suspenda as contratações para a Faixa 1 do programa, as famílias de baixa renda, que recebem até R$ 1.800,00, não terão mais acesso aos benefícios disponíveis, como subsídio de 90%, por exemplo.

De acordo com a coordenadora da União de Movimentos de Moradia (UMM), Evaniza Rodrigues, todas essas famílias de baixa renda das cidades médias e das regiões metropolitanas e capitais “estão sem nenhuma política habitacional”.

“Nenhum Minha Casa Minha Vida para a faixa 1 existe mais. Nem para as entidades urbanas, nem para as rurais. E nem para as construtoras e prefeituras. A faixa 1 está totalmente desatendida. Quem ganha até R$ 1.800 não tem nenhum programa de habitação do governo federal a partir de agora”, afirmou Evaniza em entrevista ao portal Rede Brasil Atual.

Desse modo, novas casas não serão construídas. Apenas as obras já contratadas serão terminadas, ainda que em ritmo lento.

A suspensão das novas contratações do Minha Casa Minha Vida por um período pode garantir uma economia de despesas de R$ 2 bilhões. A proposta, no entanto, enfrenta resistência e ainda não está definida.

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