Conheça as propostas de Bolsonoro e Haddad, para encarar o alto desemprego no país

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Bolsonaro x Haddad /Foto: Marcos Santos/USP
Bolsonaro x Haddad: a questão do emprego /Foto: Marcos Santos/USP

Bolsonaro x Haddad – No próximo dia 28 de outubro, o Brasil conhecerá o seu novo Presidente da República. E, independentemente de quem seja eleito, uma coisa é certa, diversos desafios ele terá pela frente. Desse modo, entre esses desafios e obstáculos a serem superados, um dos que mais assombra as famílias brasileiras, é o famigerado desemprego.

Atualmente, conforme números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no Brasil quase 13 milhões de pessoas desempregadas. Com isso, muita gente acaba seguindo para o mercado informal.

Recentemente, foi também divulgado pelo próprio IBGE, que o número de pessoas em trabalho informal aumentou de 36,4 milhões um ano antes (2017), para 37,3 milhões no trimestre encerrado em junho (2018).

Portanto, a pergunta que fica é: o que o futuro presidente fará para criar mais oportunidades de empregos no país?

Continue a leitura e veja o que os candidatos Jair Bolsonoro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm preparado em seus programas econômicos, para encarar o desafio do desemprego.

Programas econômicos de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) para combate ao desemprego

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Bolsonaro x Haddad: a questão do desemprego /Foto: bbc.com
Bolsonaro x Haddad: a questão do desemprego /Foto: bbc.com

Proposta de Fernando Haddad (PT) para combate ao desemprego

Fernando Haddad – No plano de governo do candidato petista é proposto revogar o teto de gastos e a criação do “Programa Meu Emprego de Novo”. Tal proposta encontra resistência em alguns especialistas, que garantem que isso aumentaria a dívida pública.

No entanto, o objetivo da proposta é gerar vagas com retomada imediata de 2.800 grandes obras paradas pelo país. Os petistas entendem que obra emprega muita gente. Ao mesmo tempo, também ajuda na infraestrutura das cidades.

Também pretende investir na Petrobrás, no programa Minha Casa Minha Vida, e reforçar o Bolsa Família.

Querem criar linha de crédito com juros menores e prazos maiores, além da famosa reindustrialização, para fortalecer as indústrias. Está proposto também fortalecer o empreendedorismo.

Já no que tange às metas numéricas (quantos empregos criariam), o grupo político de Haddad prefere não trabalhar com elas.

Proposta de Jair Bolsonaro (PSL) para combate ao desemprego

Jair Bolsonaro – O plano econômico para combate ao desemprego do candidato do PSL, tem como foco a privatização e o corte de gastos. A compreensão é de que tal medida seria viável para redução da dívida pública. Desse modo, poderia baixar os juros e estimular investimentos e crescimento; e, consequentemente, mais empregos seriam gerados.

Outro alternativa importante do grupo político de Bolsonaro, é a criação da carteira de trabalho verde amarela; nela, o contrato individual prevalece sobre a CLT.

Ou seja, o objetivo é dar mais autonomia em acordos que envolvam patrões e empregados; ultrapassando, portanto, os limites propostos nas leis trabalhistas atuais.

Tem destaque também, a criação de um ambiente favorável ao empreendedorismo no Brasil. Valorizando, assim, os talentos nacionais, bem como os que venham do exterior, para gerar novas tecnologias, emprego e renda.

O grupo político de Bolsonaro não quis informar se trabalha ou não com meta numérica (números de empregos que poderiam ser criados em um determinado prazo).

O mercado e a avaliação das propostas dos candidatos

O que se sabe é que, para geração de empregos no país, é preciso investimento e muitas reformas complexas. E, o que se vê momentaneamente, é um mercado ainda muito desconfiado sobre o que, de fato, os candidatos podem implementar, assim que forem eleitos.

Uma prova disso, é a entrevista concedida ao Jornal Estadão, por Heitor Klein, presidente de um dos setores mais importantes de produção no país: o calçadista. Klein demonstrou preocupação com o que tem visto.

Para ele, as propostas dos candidatos Bolsonaro e Haddad, “não são suficientemente claras e detalhadas a ponto de dar confiança”, e, assim, atrair investimentos.

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