Cartão de crédito é o responsável pelas dívidas do brasileiro? Entenda

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Cartão de crédito é o responsável pelas dívidas? Entenda
Cartão de crédito é o responsável pelas dívidas do brasileiro? Entenda

08 de fevereiro – Que o Cartão de Crédito tem se tornando a principal fonte de custeio de despesas e necessidades do brasileiro, não temos dúvida. O grande questionamento está no uso razoável desse instrumento, já que as facilidades e praticidades cedidas pelo novo contexto tecnológico e digital possibilita o endividamento.

Veja abaixo porque o cartão de crédito é um dos fatores principais do endividamento do cidadão.

Cartão de crédito é o responsável pelas dívidas do brasileiro? Entenda
Cartão de crédito é o responsável pelas dívidas do brasileiro? Entenda

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O endividamento atinge cerca de 30 milhões de brasileiros

As dívidas, quando contraídas e não quitadas, em contrapartida, podem gerar uma “bola de neve”, ou seja, o acúmulo contínuo de débitos que alcançam um montante que, no final das contas, não podem mais ser suportadas pelo orçamento do cidadão.

Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor, conforme relatório do SPC Brasil, identificou em 2018 que 62,6 milhões de CPF’s estavam negativados.

Isso significa, portanto, que 36% da população continha registros de dívidas perante órgãos de restrição de crédito. Essa surpreendente situação é causada em grande parte pelo uso desmedido e descontrolado do cartão de crédito.

A culpa é mesmo do cartão ou tem outro vilão no processo?

Obviamente o cartão de crédito por ser um instrumento facilitador das operações de compra e venda no mercado tende sempre a ser vinculado aos endividamentos de forma consciente ou não.

Mas a questão da inadimplência do consumidor brasileiro passa mesmo pela falta de educação financeira, e não necessariamente pelo cartão em si mesmo considerado.

A rigor, o instrumento é neutro no processo. São a falta de conhecimento do próprio orçamento e do preparo para usar os recursos disponíveis os verdadeiros vilões dessa história.

Solução das dívidas com cartão de crédito pelos acordos

Uma forma de solucionar emergencialmente as dívidas com cartão e, então, deixar o nome limpo na praça, é por meio dos mutirões de renegociação.

Essas, por sua vez, podem ser oferecidas pela própria operadora de crédito. Por outro lado, algumas se utilizam dos serviços do Serasa Consumidor para oferecer formas mais vantajosas de quitação da dívida.

Essas negociações, muitas vezes, contemplam a isenção de taxa de juros ou, ainda, o abatimento de um percentual significativo do débito em sua totalidade.

Contudo para se ter uma estabilidade financeira maior, é preciso ir além dessas iniciativas emergenciais. Veja algumas dicas abaixo.

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Dicas para controlar o orçamento e usar bem o cartão de crédito

Adotar o hábito de manter uma planilha de gastos, primeiramente, é uma ótima forma de controlar o orçamento e o uso do cartão de crédito. Com ela, pois, é possível monitorar as entradas e saídas financeiras na receita mensal.

Ademais, dê preferência para pagar contas regulares do cotidiano no cartão de débito. Dessa maneira, aluguel, condomínio, telefones, compras semanais, por exemplo, devem ser pagas à vista.

O cartão de crédito deve ficar para uma emergência, ou compra de algo de maior preço, tal como um eletrodoméstico ou pacote de viagem de férias.

Essa divisão no orçamento facilita o controle dos pagamentos e ajusta o psicológico do consumidor na hora das compras.

Além disso, outra prática importante é a de concentrar os gastos em um só cartão. O acúmulo de possibilidade de créditos costuma gerar a errada sensação que se está ganhando mais dinheiro e, claro, isso pode levar ao descontrole dos gastos mensais.

Aliás, outra importante dica é tomar cuidado no pagamento parcial da fatura do cartão. Pois mesmo com a alteração recente na legislação quanto ao pagamento do mínimo e do chamado crédito rotativo, não pagar a fatura inteira na data correta é ter de pagar juros. Portanto isso deve ser evitado a todo custo pelo consumidor.

Por fim, qualquer despesa deve ser considerada, independentemente do preço de momento. Esse trabalho de reflexão, examinando se é mesmo necessário, se é a hora certa para comprar determinado produto precisa ser um exercício constante e disciplinado.

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