Empréstimo coronavírus e isenção de contas de energia e água: solução para contornar crise?

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Empréstimo coronavírus e isenção de contas – A crise do coronavírus vai exigir diversas ações no âmbito econômico, por parte do governo federal, como empréstimos, distribuição de renda e isenções fiscais e de contas de serviços de utilidade pública, como energia e água, devem ser incluídas.

As medidas para conter o vírus como a quarentena, literalmente, estão parando a força produtiva do país, mas são extremamente necessárias, pois o risco de colapso da rede de saúde, que já é precária no Brasil, é muito grande.

Todas as ações para diminuir o efeito dessa pandemia devem ser feitos, já que milhões de pessoas podem ser afetadas, principalmente as pessoas mais pobres, os micro e pequenos empreendedores e os trabalhadores informais, que não tem reservas financeiras para poder ficar em casa, sem trabalhar.

Empréstimo facilitado e isenção de contas de energia e água podem ser soluções para contornar crise (opinião)
Empréstimo facilitado e isenção de contas de energia e água podem ser soluções para contornar crise

Empréstimo coronavírus: em São Paulo governo estadual vai conceder crédito subsidiado

Pelo menos R$ 275 milhões de empréstimo subsidiado serão destinados para empresas do estado de São Paulo.

Entretanto, esse valor já se soma aos R$ 225 milhões para empréstimos em condições especiais, liberados na semana passada, totalizando assim, R$ 500 milhões.

A medida, anunciada na última terça-feira pelo governado João Dória (PSDB-SP), tem como objetivo manter a economia do estado em movimento e prevê os seguintes incentivos:

Empresas que faturam de R$ 81 mil a R$ 300 milhões por ano poderão pegar empréstimo a 1,20% ao mês e com prazo de pagamento de até 42 meses, incluindo um prazo de carência de nove meses.

Esse empréstimo será disponibilizado pelo Banco Desenvolve São Paulo.

Além disso, a linha voltada a projetos de investimento vai oferecer uma carência de 36 meses e uma taxa de juros de 0,25% ao mês.

Micro e pequenos empreendedores poderão ter acesso a empréstimos de R$ 20 mil, com taxas de 0,35% ao mês, com prazo de pagamento de 36 meses e também uma carência de noventa dias para começar a pagar.

Os micro e pequenos empreendedores deverá buscar o crédito junto ao Banco do Povo.

Governo federal vai ajudar a pagar salários de micro e pequenas empresas

Na quarta-feira (18) o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista no Palácio do Planalto, informou que uma das ações do governo será a de pagar parte dos salários de trabalhadores de micro e pequenas empresas.

Contudo, uma condição para que as empresas recebam esse benefício do governo é a de não demitir funcionários.

Essa medida do governo permitirá que cada beneficiado receba R$ 200 mensais por um período de três meses.

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Distribuição de vouchers para quem trabalha na informalidade

Também pensando em quem trabalha na informalidade, cerca de 40 milhões de trabalhadores (de acordo com o IBGE), e que não recebe Bolsa Família e BPC ( Benefício de Prestação Continuada), o governo vai repassar uma ajuda financeira através de vouchers (uma espécie de cheque) .

Esses recursos serão distribuídos através da Caixa Econômica Federal e do INSS, mas as instituições devem procurar  fazer os pagamentos diretamente em contas bancárias, já para evitar que as pessoas transitem até os locais.

Para viabilizar o programa e a seleção de beneficiários, o governo pretende usar o Cadastro Único (CadÚnico) — que hoje é utilizado para os programas sociais.

Além disso, o benefício tem valores próximos aos do Bolsa Família, que tem um pagamento médio de R$ 191 e um mínimo de R$ 89.

Economia de guerra: empréstimo coronavírus e isenção de contas

Isenção de impostos e de pagamento em contas de água e luz, mobilização de recursos industriais, distribuição direta de renda, redução da força de trabalho para serviços não essenciais, todas essas ações devem ser pensadas e colocadas em prática.

Vivemos um período de mobilização total da sociedade, por isso é preciso um governo atuante, com planejamento e capacidade de tomar medidas rápidas para implantá-las.

Nesse momento, resultados econômicos são menos importantes, já que um freio da doença passa por um comprometimento coletivo e medidas de quarentena são defendidas por especialistas do mundo inteiro.

Dessa forma, faz-se necessário prover a sociedade mais carente de condições e serviços básicos, como energia, água, alimentos, etc. Somente assim, pode-se evitar um caos social.

Literalmente vivemos uma economia de guerra, onde todos os esforços são feitos para combater o inimigo, que nesse caso, é o coronavírus.

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