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Na guerra e nos negócios, vencem os conquistadores de pessoas

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Desde bem antes da era Viking (para termos um referencial histórico), governantes se visitam em busca de benefícios mútuos. Ok, os vikings, muitas vezes, faziam abordagens realmente bárbaras, no sentido agressivo da palavra, empenhando-se em conquistar territórios inimigos – ou não, frequentemente desafiavam e negociavam com aliados também.

No entanto, o que ocorria comumente era uma breve reunião entre os líderes antes do confronto, com os exércitos frente a frente com um lado sempre negociando terras em troca de paz. E os bárbaros eram exímios negociadores, priorizando, pela ordem, prata, terras, cerveja e… Mulheres.

Novos tratados, frentes e rumos evoluem entre Brasil e China
Novos tratados, frentes e rumos evoluem entre Brasil e China

Sim, famosos pela preferência pela boemia, adoravam, além de seus deuses, a combinação cerveja + mulher. Sem limites. Resumindo: as tentativas evoluíram diplomaticamente e humanamente, pois muitas vidas eram poupadas com os “negócios fechados”.

A analogia deve ser esclarecida, em favor do ponto de vista: bons governantes devem ter tino de bons comerciantes, também. Geram divisas por meio de importações e exportações, além de fomentar bons relacionamentos com países aliados e afins.

O governo brasileiro atual parece estar seguindo essa cartilha. Bons exemplos de diplomacia produtiva, parecem ser os acordos que estão sendo firmados com o governo da China.

Em princípio execrados pela mídia (supostamente paga), com matérias alardeando “poucos resultados tangíveis e nenhum grande tratado”, um mês depois passaram a ser arrazoados com mais simpatia, pois viam-se matérias se deitando para o lado do discurso de que “o Brasil precisa da China e, os chineses, do Brasil”, “mandatários de ambos países defendem a cooperação mutual”, rendendo-se à saudável corresponsabilidade assumida a público.

Duas das maiores nações do mundo, benefícios comerciais mútuos - Brasil e China
Duas das maiores nações do mundo, benefícios comerciais mútuos – Brasil e China

Novos passos foram dados rumo à perenização deste enlace comercial, provisório, promissor, reconciliador e rentável para ambas as partes. Nosso governo articulou e assinou NOVE pactos com os chineses, entre tratados e memorandos. Senão, vejamos ao menos cinco deles:

  • Investimentos – através do fomento de geração de empregos e investimentos; e sustentabilidade na continuidade das investidas chinesas em nossas áreas de infraestrutura logística e áreas de energia, objetos de cobiça de todo o 1o mundo.
  • Comércio e serviços – um incentivo vultoso para impulsionar investimentos no setor privado, em busca do bem estar da nação.
  • Transportes – permutas de informações, dados e tecnologias para o desenvolvimento do segmento, como infraestrutura, segurança, programações, entre outras tantas.
  • Justiça – extradição de condenados Brasileiros na China, e vice-versa. Uma estratégia interessante, que condiciona o cumprimento de penas no país natal.
  • Cultura – promoção de intercâmbio cultural e audiovisual (cinema e TV). A aliança incentiva trocas de: promoção de festivais de cinema; programas de TV; e filmes.

Já somos parceiros da China em diversos segmentos (é a maior parceira do Brasil), no entanto, uma reaproximação saudável se fez necessária, observando os melindres que poderiam ocasionar um afastamento longevo.

A tendência é não apenas manter acordos, tratados, memorandos e atos em longuíssimo prazo, como criar, planejar, articular e promover novas frentes que beneficiem a ambos os países. Nosso presidente oscila entre frases que às vezes preferia não ter proferido (com o perdão do trocadilho), e uma diplomacia invejável.

Sempre que os diálogos acontecem pessoalmente, lá ou cá em quaisquer nações, ele sabe contornar com maestria seus deslizes de presidente calouro e colocações anteriormente infelizes, e convertê-los em parcerias promissoras.

O Brasil está precisando MUITO de bons negociadores, articulados e inteligentes como os mais sábios dos vikings. E torcemos para que desta vez dê tudo certo. Estamos carentes de prosperidade.


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