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Baixa qualificação profissional, um dos motivos do desemprego no Brasil

Recentes dados demonstram que muitos brasileiros não conseguem ocupar vagas básicas

Conforme dados recentes sobre desemprego (de 31/05/19), sabe-se que ele afeita de forma aguda os mais jovens. Isso se deve, principalmente, à baixa qualificação e experiência profissionais nessa faixa da população. É o que mostram dados do IPEA de 2011, que ainda são atuais. Dados da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2016 confirmam essa tendência. Ao mesmo tempo que muitos brasileiros até 29 anos não possuíam Ensino Médio, muitos abandonam os estudos devido à crise. Tal quadro pode se agravar caso a crise persista por muitos anos.

Perspectiva é pior para quem tem menos estudos

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE mostra uma tendência preocupante. Como resultado da crise iniciada em 2014, aumenta ano ano o número de jovens que não estuda ou trabalha. Em consequência disso, a baixa qualificação entre pessoas de 15 a 29 anos aumenta. Há muitas causas  para a maior dificuldade desse grupo em conseguir empregos. Não apenas dificuldades em fazer contas, ler, escrever ou interpretar texto de jovens menos escolarizados são problema. Eles também têm mais dificuldades em entrevistas.

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Crédito da fotografia: reprodução Diário do Centro do Mundo/ desemprego

Há outros fatores para além da qualificação

Mesmo que a baixa qualificação seja fator decisivo para inserção no mercado de trabalho, ela não é o único fator. Estudos recentes mostram que outros fatores, como o desenvolvimento tecnológico, afetam a oferta de empregos. Da mesma forma, mudanças estruturais na economia influem nessa questão. Por sua vez, a adaptabilidade a novas circunstâncias do mercado de trabalho tende a ser maior em mais escolarizados. Mas não se engane: o desemprego também atinge os mais escolarizados.

Qualificação e subemprego

Ainda que a tendência seja de que pessoas com mais qualificação sofram menos o desemprego que as de baixa, há outros problemas. Um deles é o subembrego. Uma das acepções do termo é quando se aceita uma profissão de qualificação inferior a que se tem. O acesso à universidade, tanto privada como pública, aumentou desde 2001. Hoje, classes C e D têm maior acesso ao Ensino Superior. Contudo, diante da crise, isso também implica no surgimento de uma massa de desempregados muito qualificados. Segundo o IBGE, o desemprego entre recém-formados pode chegar a 46%.