Publisher Theme
Art is not a luxury, but a necessity.

Há 26 anos morte de Roland Ratzenberger voltava a assombrar o mundo da Fórmula 1

A imagem de uma Simtek destruída se arrastando a pelo asfalto com seu condutor desacordado ainda se faz presente na memória dos amantes da Fórmula 1. Há exatos 26 anos, no dia 30 de abril de 1994, o austríaco Roland Ratzenberger perdia a vida no segundo treino oficial pra o GP de Ímola, em San Marino.

Era a primeira vez que os pilotos daquela geração da Fórmula 1 encararam a morte de um companheiro em um final de semana de corrida. A última fatalidade em um evento oficial foi no Grande Prêmio do Canadá, em 1982, quando o italiano Riccardo Paletti morreu em após um acidente na largada.

A tragédia aconteceu apenas cinco semanas após a morte do canadense Gilles Villeneuve, nos treinos para o GP da Bélgica, em Zolder. Em 1986, Elio de Angelis também havia morrido, mas em um treino particular em Paul Ricard, na França.

Siga o Diário Prime no Google News. Receba de graça os melhores conteúdos, Loterias, Futebol ao Vivo, Finanças, em primeira mão.

Fórmula 1: quem foi Roland Ratzenberger

O austríaco Roland Ratzenberger, então com 33 anos de idade, teve uma carreira bem curta na Fórmula 1. Ele estava apenas em seu terceiro Grande Prêmio, sendo que não havia conseguido se qualificar para a corrida do Brasil e foi 11º colocado no GP do Pacífico, cinco voltas atrás do vencedor.

Leia também: Acidente de Rubens Barrichello em Ímola completa 26 anos

Antes de chegar à categoria máxima do automobilismo, o piloto havia iniciado sua carreira em 1983, correndo na Fórmula Ford Alemã. Já em 1985 venceu o campeonato austríaco e da Europa Central na categoria. No ano seguinte passou a competir de F3 na Inglaterra, porém sem resultados expressivos, trocou os monopostos por carros protótipos.

Piloto estava em seu terceiro GP de Fórmula 1. Crédito: Twitter McLaren
Piloto estava em seu terceiro GP de Fórmula 1. Crédito: Twitter McLaren

Posteriormente foi correr no Japão, onde conseguiu juntar dinheiro para finalmente realizar o sonho de correr na Fórmula 1. Seu acordo inicial com a Simtek era de cinco corridas, período que ele teria para mostrar serviço.

Fórmula 1: batida violenta impressiona a todos

Mesmo tendo batido no treino, Ratzenberger, caso o acidente não tivesse as consequencias que tiveram, participaria da corrida. Isso porque ele na sexta-feira havia marcado tempo que lhe colocaria no grid de largada, apesar de ter sido mais de seus segundos mais lento que o pole.

Piloto disputou apenas uma corrida na Fórmula 1: Crédito: Twitter Phil Kinch
Piloto disputou apenas uma corrida na Fórmula 1: Crédito: Twitter Phil Kinch

A transmissão oficial mostrava a tomada de tempod e Damon Hill quando subitamente é cortada para a imagem da Simtek destruida se arrastando na saída da curva Villeneuve. A violência do impacto abriu um buraco no cockpit, deixando exposto o braço do piloto.

A imagem da equipe médica fazendo massagem cardíaca no piloto aumentou ainda mais a tensão e demonstrou a gravidade da situação. Na trasmissão para o Brasil, o narrador Galvão Bueno, da TV Globo, até pediu para Rubens Barrichello não olhar. O brasileiro, que havia sofrido um forte acidente no dia anterior e ficado impedido de correr, acompanhava os treinos da cabine da emissora.

Fórmula 1:  quebra de aerofólio causou o acidente

Leia também: Há 31 anos Ferrari de Berger se incendiava em curva que Senna morreu

A forma como o piloto escapou da pista causou estanhesa, uma vez que aquilo não era comum no ponto em que ele bateu, tanto que nem proteção de penus havia no muro. Mas as dúvidas foram sanadas momentos depois quando a trasmissão quas imagens captaram um aerofólio da Simtek voando. A perda da peça deixou o monoposto ingiável.

Por causa do grave acidente, muitos pilotos, inclusive Ayrton Senna, se recusaram a entrar na pista para seguir no treino. Esse foi mais um capítulo de um final de semana que ainda reservada outra fatalidade.

Leia também: Há 35 anos Senna vencia sua primeira corrida na F1