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Fórmula 1 já decidiu o que fazer caso equipes não possam viajar para a Austrália por conta do coronavírus

A temporada 2020 da Formula 1 está se aproximando de seu início e essa aproximação vem acompanhada do crescente temor por conta do coronavírus. Na semana passada a Ferrari já havia demostrado preocupação caso membros de equipes italianas não pudessem viajar. Nesta terça-feira (3), falando para a agência Reuters o diretor-geral da categoria Ross Brawn se manifestou a respeito do assunto.

A preocupação da Ferrari é que equipes do país, como ela e a Alpha Tauri, tenham dificuldades para a Austrália, palco de abertura da temporada da Fórmula 1. A Itália é o pais europeu onde há o maior surto da doença, inclusive provocando o adiamento de partidas da Série A.

Formula 1: Brawn não quer equipes prejudicas

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A primeira etapa do Mundial de Fórmula 1 será disputada no dia 15 de março, na Austrália, mas antes disso as equipes já começam a chegar para a montagem dos equipamentos e os primeiros treinos livres. Sobre uma ou mais equipes não poder estar em Melbourne, o diretor-esportivo apontou duas alternativas.

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Abertura do Mundial de Fórmula 1 será em Melbourne. Crédito: Twitter oficial da Fórmula 1
Abertura do Mundial de Fórmula 1 será em Melbourne. Crédito: Twitter oficial da Fórmula 1

De acordo com ele, se uma equipe ficar impedida de estar no evento por conta da decisão do país, o correto será não haver a realização da prova por uma questão de justiça.  Se a corrida não puder ser cancelada, o caminho seria realizá-la, mas sem valer pontos para o mundial de pilotos e de construtores.

O ex-dono da equipe campeã em 2009 disse que está trabalhando duro para que a prova aconteça, mas de uma maneira responsável. Para ele, a situação é muito séria e ela não deve ser subestimada e uma das medidas que está sendo tomada é a diminuição do número de pessoas no paddock.

Fórmula 1: últimos desfalques haviam sido em 2005

A última vez que a Fórmula 1 disputou corridas desfalcadas de equipes foi em 2005, no fatídico Grande Prêmio de Indianápolis. Na ocasião, os pneus Michelin apresentaram falhas em uma da curvas, podendo provocar sérios acidentes e por isso as equipes que corriam com a marca se retiraram da prova.

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Apenas Ferrari, Minardi e Jordan, que utilizavam pneus Bridgestone, foram para a pista, naquela que foi a prova com o menor número de carros.

Naquele mesmo ano, algumas etapas antes, a equipe Bar-Honda foi suspensa de duas corridas por conta de irregularidades em seus carros no Grande Prêmio de Ímola. Dessa forma, o time ficou fora da etapa disputada na Espanha e do tradicional GP de Mônaco.

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