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Fórmula 1: Há 31 anos Ferrari de Berger ardia em chamas em corrida que teve quebra de pacto entre Senna e Prost

No dia 23 de abril de 1989, no Grande Prêmio de San Marino, a Fórmula 1 voltava a ser assombrada por um forte acidente acompanhado de incêndio. A Ferrari do austríaco Gerhard Berger pegou fogo após escapar e bater com violência na curva Tamburello, aquela mesma que vitimaria Ayrton Senna cinco anos e uma semana mais tarde.

Aliás, aquele acidente foi o estopim para também explodir a mais selvagem rivalidade que a Fórmula 1 já viu. Senna e Prost tinham um pacto, que foi quebrado pelo brasileiro quando a corrida se reiniciou e as consequências dele se estenderam até a temporada do ano seguinte.

Fórmula 1: Ferrari de Berger arde em chamas

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Diante dos fanáticos torcedores italianos, que lotaram as arquibancadas do circuito, Berger conseguiu um quinto lugar no grid de largada. Após sinal verde, o austríaco manteve sua posição e na terceira volta já havia iniciado o ataque a Riccardo Patrese, até que o inesperado ocorreu.

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A asa dianteira quebrou e a Ferrari passou reto na curva Tamburello a 300 km por hora, batendo violentamente no muro. O tanque de combustível estava completamente cheio e com o impacto ele se rompeu, originando um grande incêndio.

Foi o acidente mais forte de Berger na Fórmula 1. Crédito: Reprodução
Foi o acidente mais forte de Berger na Fórmula 1. Crédito: Reprodução

Treze anos antes, o também austríaco Nick Lauda, de Ferrari, havia sofrido um acidente de natureza parecida, em Nürburgring, que lhe deixou com graves queimaduras.

Mas o trabalho da equipe de resgate e dos bombeiros italianos foi excelente e as chamas foram extintas em poucos segundos. Berger sofreu apenas algumas queimaduras nas mãos e teve uma vértebra trincada. Quase nada tamanha a dimensão do acidente. Após se ausentar em Mônaco, o piloto já estava de volta no Grande Prêmio do México.

Fórmula 1: início da guerra entre Senna e Prost

Além da Ferrari de Berger, o que explodiu também foi a rivalidade entre Ayrton Senna e Alain Prost, tudo por conta da quebra de um pacto entre eles por parte do brasileiro. Algumas corridas antes eles haviam firmado um acordo de não agressão na primeira volta. O objetivo era evitar um acidente que pudesse ocasionar o abandono das duas McLarens logo no começo de uma prova.

Quebra de pacto foi o estopim da grande rivalidade na Fórmula 1. Crédito: Reprodução
Quebra de pacto foi o estopim da grande rivalidade na Fórmula 1. Crédito: Reprodução

Na primeira largada ocorreu tudo como combinado, e as posições foram mantidas, com Senna na frente e Prost em segundo. Porém, por conta do acidente de Berger, foi dada bandeira vermelha e foi preciso realizar um novo procedimento de largada.

Desta vez, Senna não conseguiu boa tração e Prost ganhou o primeiro lugar, mas o brasileiro na Tamburello atacou o francês e retomou o primeiro lugar, até com facilidade.

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Senna venceu e seu companheiro chegou em segundo. Ao final da corrida Prost estava furioso com a quebra de acordo, mas o brasileiro disse que aquilo só valia para uma primeira largada. O francês não engoliu a desculpa e prometeu que nunca mais iria abrir para o companheiro.

De fato ele cumpriu isso no Japão, quando os dois colidiram na penúltima etapa daquele campeonato. O lance foi decisivo para que Prost conquistasse o tricampeonato. O troco viria um ano depois.

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