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Fórmula 1: há 17 anos, Interlagos recebia 700º GP que teve chegada confusa e forte acidente de Alonso

Há exatos 17 anos, no dia 6 de abril de 2003, o circuito de Interlagos recebia uma corrida histórica. Terceira etapa do campeonato, a prova foi a de número 700 da Fórmula 1, teve um forte acidente de Fernando Alonso e uma chegada totalmente confusa, além de apenas dois pilotos no pódio.

Realizada sob muita chuva, o GP 700 da Fórmula 1 teve um pouco de tudo. Vários carros rodando na mesma curva, curiosamente a Curva do Sol, mais um infortúnio de Rubens Barrichello, que perdeu talvez sua melhor chance de vencer no Brasil, além do verdadeiro vencedor só ter sido conhecido quatro dias depois.

Fórmula 1: pole de Barrichello no sábado e dilúvio no domingo

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O final de semana tinha começado muito bem para Rubens Barrichello. O piloto da Ferrari havia feito a pole diante de seu torcedor, além de ver o companheiro de equipe e sua maior ameaça, Michael Schumacher, largar apenas na sétima colocação. Ao lado do brasileiro estava David Coulthard, da McLaren. Mas na hora da corrida a forte chuva que castigava São Paulo mudou tudo.

Barrichello foi um dos abandonos do GP 700 da Fórmula 1. Crédito: YouTube
Barrichello foi um dos abandonos do GP 700 da Fórmula 1. Crédito: YouTube

Com muita água na pista, a prova começou com bandeira amarela e o Safety Car comboiando os carros. Isso perpetuou pelas sete primeiras voltas. Na largada, Coulthard acabou ultrapassando o ferrarista e assumindo a liderança da prova. O carro de segurança voltaria à pista na 18º volta, após uma colisão entre Ralph Firman e Olivier Panis.

Fórmula 1: Curva do Sol vira acostamento e azar de Barrichello

A corrida foi reiniciada e o que se viu na volta 25 foi vários pilotos escapando na Curva do Sol. Primeiro foi o brasileiro Antônio Pizzonia, depois Juan Pablo Montoya e logo na sequencia, foi a vez de Schumacher rodar no mesmo ponto. Por pouco o alemão não acertou um trator e os fiscais que trabalhavam na retirada dos dois primeiros carros. Jenson Button foi outra vítima da Curva do Sol, na volta 33.

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Usando de sua habilidade no asfalto molhado, Barrichello recuperou a primeira posição pra cima do escocês, mas na volta 47, seu carro simplesmente parou no meio da pista. O motivo? Pane seca.

Naquela época ainda havia reabastecimento e um problema na telemetria fez com que não fosse possível saber o quanto de gasolina ainda tinha no tanque. Com Schumacher fora da prova, os engenheiros da Ferrari também ficaram sem ter uma referência.

Fórmula 1: batidas de Webber e Alonso e vencedor errado

Sem Barrichello e com Coulthard parando nos boxes, Kimi Raikkonen virou o novo líder, mas começou a ser perseguindo por Giancarlo Fisichella. O italiano da Jordan se aproveitou de um erro do piloto da McLaren para assumir a ponta do GP Brasil de Fórmula 1. Mas ainda havia tempo para mais um pouco de caos.

Na volta 54, Mark Webber, que estava uma volta atrás do líder, bateu forte na Curva do Café, destruindo sua Jaguar. Fenando Alonso, que vinha em terceiro, atingiu um dos pneus do australiano que estava no meio da pista e sofreu uma batida ainda mais forte.

Batida de Webber encerrou mais cedo o 700º de Fórmula 1. Crédito: YouTube
Batida de Webber encerrou mais cedo o 700º de Fórmula 1. Crédito: YouTube

Com isso, foi acionada a bandeira vermelha e pelo regulamento, valiam as posições de duas voltas anteriores ao acidente. Apesar da festa de Fisichella e dos boxes da Jordan, a direção de prova entendeu que a vitória era de Raikkonen. No pódio, apenas dois pilotos, uma vez que a Alonso, o terceiro, foi levado até o centro médico e não pode participar da cerimônia de premiação.

Fórmula 1: vencedor corrigido e GP mudado o fim da temporada

Quatro dias depois, após análises mais detalhadas das imagens, ficou claro que o italiano havia completado a volta 56 já na frente do finlandês e por isso, no dia 11 de abril, finalmente Fisichella pode comemorar sua primeira vitória na Fórmula 1. Em uma cerimônia não oficial, Raikkonen entregou o troféu de vencedor ao piloto da Jordan antes dos treinos do GP seguinte, em Ímola.

O dilúvio que caiu em Interlagos fez com que a FIA, já a partir do ano seguinte, jogasse a corrida do Brasil para o final da temporada para fugir da chuva. Mas isso não adiantou muita coisa, visto que em 2016 a prova foi realizada sob condições até piores.

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